Novo hospital da Madeira será cofinanciado em 50% pelo Orçamento de Estado

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 O Governo Regional da Madeira recebeu na quarta-feira, em Lisboa, o compromisso do primeiro-ministro, António Costa, de cofinanciamento em 50% da construção e dos equipamentos do novo hospital da região, no âmbito do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

 “Por parte do senhor primeiro-ministro, há uma vontade empenhada, determinada, no sentido de resolver algumas das questões. Uma das questões é a clarificação relativamente ao cofinanciamento do Hospital Central do Funchal”, afirmou o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque (PSD), em declarações aos jornalistas, após uma reunião com o Governo da República, que decorreu no Palácio de São Bento, em Lisboa.

 Além do primeiro-ministro, António Costa, o encontro contou com a presença do ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, com o objectivo de preparar o OE2020.

 “Foi uma reunião cordial, correu muito bem e constatamos, de ambas as partes, a possibilidade de chegarmos a um entendimento relativamente ao conjunto de ‘dossiers’ que temos pendentes”, disse Miguel Albuquerque.

 Entre os três pontos essenciais discutidos na reunião, o presidente do executivo regional destacou a necessidade de se encontrar uma solução para que os residentes na Madeira não tenham que continuar a adiantar os valores “exorbitantes” nas passagens aéreas de ligação ao território continental e vice-versa.

 “Vamos constituir, rapidamente, um grupo de trabalho para avançarmos com a possibilidade de os residentes na Madeira não terem de adiantar as quantias muito elevadas que têm que fazer para viajar em território nacional”, adiantou o presidente do Governo Regional, referindo que deve ser encontrada uma solução semelhante à que foi gizada para os estudantes, “em que o residente só paga o valor dos 86 euros”.

 Outra das questões abordadas foi a necessidade de se fazer um estudo de mercado para averiguar da possibilidade ou não de ser criada uma ligação marítima para a Madeira.

 “Vamos avançar, também, no que diz respeito à ligação marítima, com um estudo de mercado, no sentido de avaliarmos da possibilidade de ter essa linha”, referiu o responsável pelo executivo madeirense, explicando que é preciso saber se há companhias interessadas em investir no serviço de ‘ferry’ que assegure a ligação entre a região e a cidade de Lisboa.

 Na perspectiva de Miguel Albuquerque, a mobilidade dos cidadãos portugueses dentro de território nacional “é uma situação que urge resolver”, pelo que as medidas nesse âmbito vão “avançar rapidamente”.

 Questionado sobre se houve a garantia de que estas questões vão constar no OE2020, nomeadamente o cofinanciamento do novo hospital da região, o presidente do Governo da Madeira disse que recebeu esse “compromisso”, frisando que “a palavra de um primeiro-ministro é palavra sagrada”.

 “Temos que avançar já para o próximo ano. Isto são situações que têm que ser resolvidas e, neste momento, temos todas as condições de diálogo institucional e de colaboração para trabalhar em conjunto para a solução que tem a ver com o interesse nacional”, reforçou.

 Rejeitando a ideia de existir um caderno de encargos apresentado pelo Governo Regional da Madeira ao Governo da República, Miguel Albuquerque realçou que, neste momento, o que há é “um diálogo profícuo”.

 “Passámos o período eleitoral, neste momento, temos quatro anos para trabalhar em conjunto”, apontou o presidente do executivo madeirense, acrescentando que existem dois Governos, Regional da Madeira (PSD/CDS) e República (PS), constituídos legitimante, que têm que colaborar e que têm que encetar um diálogo útil em prol das populações.