Nobel da Paz distingue trabalho da Organização para a Proibição de Armas Químicas

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Nobel da Paz distingue trabalho da Organização para a Proibição de Armas Químicas

O Prémio Nobel da Paz foi atribuído na sexta-feira à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, sigla em inglês), pelo “amplo trabalho e esforços desenvolvidos na eliminação das armas químicas”, anunciou o Comité Nobel norueguês.

 “Através da atribuição deste prémio, o Comité pretende contribuir para a eliminação das armas químicas” no mundo, indica o comunicado.

 “Os recentes acontecimentos na Síria, onde voltaram a ser usadas armas químicas, tornaram evidente a necessidade de aumentar os esforços para eliminar estas armas”, afirmou Thorbjorn Jagland, secretário do Comité Nobel.

 O Comité refere ainda que o desarmamento é uma das principais preocupações do testamento do criador do pré-mio, o químico e industrial sueco Alfred Nobel (1833-1896), preocupação que se reflectiu na escolha de numerosos laureados.

 Durante a Primeira Guerra Mundial, as armas químicas foram largamente usadas. A Convenção de Genebra de 1925 proibiu o uso, mas não a produção ou armazenamento deste tipo de armamento.

 Na Segunda Guerra Mundial, as armas químicas foram a escolha de Adolf Hitler para os campos de extermínio.

 Ao longo da História, estas armas têm sido usadas, em diferentes ocasiões, por Estados e terroristas. Em 1992-93, foi definida uma convenção de proibição ao nível da produção e do armazenamento, que entrou em vigor em 1997.

 A OPCW tem, através de inspecções, destruição e outros meios, procurado implementar a Convenção, até aqui assinada por 189 Estados.

 De acordo com o comunicado do Comité Nobel norueguês, a Convenção e o trabalho da OPCW permitiram às leis internacionais proibir a utilização das armas químicas.

 A guerra civil da Síria, onde os peritos da OPCW pensam existir cerca de mil toneladas de gás sarin e mostarda e outras armas químicas, veio sublinhar a necessidade de reforçar o trabalho de erradicação destas armas.

 O conflito na Síria começou há dois anos e meio depois de uma revolta pacífica reprimida de forma violenta que se transformou numa guerra civil.