No jantar de gala na ACPP: Presidente dos Lusíadas Paula de Castro voltou a pedir ajuda à Comunidade e lançou um desafio em relação à localização do Lar de Idosos S. Francisco de Assis

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Para angariação de mais alguns fundos que lhe permitam continuar a ajudar os mais necessitados da Comunidade que a ela recorrem, alguns em desespero pedindo auxílio, a Associação de Bem-Fazer “Os Lusíadas”, promoveu na noite do penúltimo sábado, 19 de Outubro, novamente no salão nobre da ACP de Pretória, o seu jantar de gala anual, que não o enchendo por completo, registou no entanto uma razoável assistência, contando-se em presenças as seguintes individualidades:

 Da embaixada o embaixador Manuel de Carvalho e esposa Joana, o conselheiro Eduardo Rafael, o coordenador de ensino, Carlos Gomes da Silva, e a chanceler Carlota Amorim, o pároco da igreja de Santa Maria dos Portugueses Frei Lameque André Michangula que ali procedeu à bênção da refeição, e o vigário da mesma paróquia Frei Gilberto Teixeira, o cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo, Francisco-Xavier de Meireles e esposa Ana, o presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência, em Joanesburgo, Henrique Pereira e esposa, assim como a ex-presidente da mesma instituição, Isabel Policarpo e seu marido.

 Estiveram ainda os comendadores Estêvão e Manuela Rosa, Gilberto Martins e Mário Ferreira, o presidente da Casa Social da Madeira, Augusto Baptista Rosa, e a da Liga da Mulher Portuguesa Manuela Calado, a conselheira pela Comunidade de Pretória, He-lena Rodrigues, o presidente honorário da ACPP, Manuel José e o membro da actual comissão administrativa, Mário Jorge, e a encarregada do lar S. Francisco de Assis, Isabel dos Santos, acompanhando e orientando os idosos na mesa que nestes casos ali sempre lhes é reservada.

 Neste jantar de gala com música a cargo do conjunto “8th Avenue” e onde actuaram os jovens artistas da comunidade, Roberto Adão, este que em momento oportuno cantou em palco o hino nacional português, entoado com todo o público de pé no salão, Miguel Pregueiro, Jason da Costa e Kátia da Ponte, com Carlos Tavares, este em guitarra electrónica, a fazer lembrar os bons velhos tempos em que com o seu falecido pai e irmãos Victor e Abel formaram em Pretória o famoso conjunto Arco Iris, deixando antever pelo que alguém ali referiu em primeira mão, não estar fora de hipótese um dia, que não se espera muito distante, es-ses irmãos voltarem a essa mesma actividade, o que a verificar-se se saúda na medida em que vinha enriquecer o meio artístico da comunidade.

 Foi naquela noite mestre-de-cerimónias Carlos Calado, figura bem conhecida e respeitada na comunidade, que como em anos anteriores em convívios desta natureza ali voltou a mostrar toda a sua competência no desempenho dessa missão, tanto nas boas-vindas aos presentes, com destaque para as entidades oficiais, isto sem esquecer o público anónimo que ali marcava presença, para a todos tendo palavras de muito apreço, com o seu reconhecimento a colaborações, como no motivo que originou o jantar de gala, descrevendo em traços gerais a verdadeira missão dos Lusíadas, dado na sua qualidade de membro da instituição, conhecer a verdadeira missão da instituição a favor dessa causa humanitária, ciente como ali salientou, de que com o contributo de cada um, pequeno que fosse, poderia ajudar alguém em desespero a passar por sérias dificuldades.

 Chamada ao palco para proferir algumas palavras, a presidente dos Lusíadas, Paula de Castro, começando por agradecer a Deus, porque sem Ele aquela noite não podia ter acontecido, seguindo-se em reconhecimento a presenças, o embaixador Manuel de Carvalho, sua esposa e outros destacados funcio-nários da nossa embaixada, sem esquecer o cônsul-geral de Portugal em Joanesburgo, Francisco-Xavier de Meireles, os sacerdotes da igreja de Santa Maria dos Portugueses, o actual presidente da Sociedade de Beneficência de Joanesburgo, Henrique Pereira, os comendadores que se associaram a este evento, com destaque para Mário Ferreira pelo auxílio que tem dado aos Lusíadas, sem esquecer a ex-presidente do Lar Santa Isabel, Isabel Policarpo, a orientação que lhe deu quando “Os Lusíadas” tomaram conta da administração do lar de idosos S. Francisco de Assis, na paróquia de Santa Maria.

 Continuando em agradecimentos, Paula de Castro não esqueceu a ACPP pela cedência das instalações para este jantar, tal como sempre tem acontecido nestas ocasiões, e facilidades concedidas para este efeito, gratidão que estendeu a outras cooperações, tais como a Izídio Câmara e seu cunhado Steve, do “Meat 2 Oceans”, na oferta de toda a comida ali servida, tal como ao Fruit Stop, os vegetais e outros variados artigos, não esquecendo neste prisma Manny Pestana e a Liga da Mulher Portuguesa, passando a destacar outras contribuições, como as do comendador Mário Ferreira, tanto como presidente da ACPP em cedência do salão , como donativos nos anos em que esteve à frente da Academia do Bacalhau de Pretória, passando a enumerar outros apoios como os de Ana Paula Costa e Ana Roberto aquando do fado Amália, aos jovens que ali actuaram, a que pela primeira vez se juntou a embaixada do Brasil, ali representada pela vice-cônsul Jerusa Coutinho, com um obrigado ao torneio de “Bisca do Mercado” ali representada por José Dias Roda e Vicente Ferreira, na oferta do donativo de vinte e cinco mil randes e o bom grupo de amigos que o acompanhava.

 Para além de estarem ali para o jantar e para o anunciado espectáulo , Paula de Castro deixou bem claro a razão fundamental “ser para ajudar alguém que precisa de nós, que depende de nós, alguém perto de nós, alguém que depende de todos nós aqui presentes, alguém que depende de mim e da instituição que lidero, e nos onze anos que estou à frente dos Lusíadas, tenho dado à instituição todo o meu apoio e colaboração que me tem sido possível, porque normalmente todos nós aqui presentes com uma vida confortável, mas infelizmente nem todos podem dizer isso, por isso vos peço ajudem-nos para podermos socorrer tanta gente em extrema necessidade”.

 Frisou mais à frente nesse prisma:

 “‘Os Lusíadas’ com grandes dificuldades, apenas tiveram este ano dois donativos da Academia do Bacalhau presidida pelo comendador Mário Ferreira, no valor de duzentos mil randes, que embora se agradeça e estamos reconhecidos, é muito pouco para as trinta e sete famílias que estamos a ajudar com donativos mensais no valor de sessenta e seis mil randes, daí termos este ano de ir às nossas reservas, aquelas que temos de lado para socorrer casos de extrema necessidade e urgência, certos deles devido a medicais não cobrirem certos tratamentos, como os de uma criança que nasceu com deficiência de audição e para ser operada aos dois ouvidos serão necessários setecentos mil randes a cada ouvido, e mediante as nossas economias apernas pudemos ajudar com R25,000.00, não passando essa contribuição de uma gota no oceano, mas muitas gotas podem perfazer o necessário para o suporte das ditas operações”.

 “Temos muitos casos idênticos a este, e como todos sabemos como funcionam os medicais e seguros neste país, não se torna nada fácil para certos membros da comunidade enfrentarem essas dificuldades, mormente quando se trata de tratamentos de quimioterapia, ou diabetes como neste caso enfrenta uma mãe a quem teve de ser amputada parte de uma perna e filha a sofrer da mesma doença, daí e como noutros tantos casos recorrerem para ajuda aos Lusíadas, que não podendo por vezes suportar tantas despesas, vai ajudando com o que puder daí o meu apelo a todos vós aqui presentes”, disse a presidente dos Lusíadas, para depois referir:

 “Como sabem além de todos esses donativos e ajudas noutras áreas “Os Lusíadas” estão a administrar o lar de idosos S. Francisco de Assis, tendo ali como encarregada Isabel dos Santos, uma grande senhora que está a tratar todos os nossos velhinhos ali internados com maior amor e carinho”.

 Paula de Castro frisou a respeito da localização do lar, em área que considerou degradada e por conseguinte a correr certos riscos de segurança, daí se precisarem de opções quanto à sua possível mudança para outra localidade, o que para tal seriam necessários alguns milhões de randes, interrogando-se:

 “Como projecto da comunidade será que estará preparada para o suporte dessas despesas? O projecto não é meu, nem dos Lusíadas, mas realista da comunidade que a viver o presente terá de olhar para o futuro, e onde está não nos oferece segurança”.

 A líder dos Lusíadas finalizou  o seu improviso nestes termos:

 “‘Os Lusíadas’ sem qualquer subsídio a nível oficial, para continuarem a sua missão, precisam da colaboração da comunidade. Que Deus vos ajude e ilumine uma vida que não sendo vivida para o próximo, não é vida”.

 Estas palavras tocaram fundo em Vicente Ferreira na oferta a seguir de valioso donativo pessoal, distinguido antes de deixar o palco com ramos de flores a embaixatriz Joana de Carvalho e Ana de Meireles.

 Convidado a algumas palavras o embaixador Manuel de Carvalho começando por a todos saudar com amizade e dizendo-se conhecedor do meritório trabalho dos Lusíadas, que elogiou, pedindo mediante o que acabara de ouvir, uma salva de palmas para Paula de Castro, passando neste âmbito a afirmar:

 “Conheço particularmente melhor as sediadas no Gau-teng, com destaque para o lar de idosos S. Francisco de Assis, situado na paróquia de Santa Maria dos Portugueses, em Pretória West, aonde me desloco regularmente para assistir às eucaristias dominicais, sendo quanto a si, a esse respeito, notável o trabalho que nele é feito em apoio aos velhinhos ali internados, e o carinho que lhes é dispensado, dignos do maior elogio a essa nobre causa”.

 Prosseguiu: “Penso que iremos ter aqui nesta noite umas peças que irão ser leiloadas mais tarde, peço a todos que para além da mera presença aqui no jantar, deem a sua contribuição”, disse para depois afirmar “que tanto a embaixada, como o consulado-geral de Joanesburgo, acompanham com atenção as situações no respeitante a dificuldades da nossa comunidade, englobando no aspecto de segurança uma situação em que muitos dos nossos compatriotas foram recentemente afectados, no recente descontrolo de ordem pública, que como todos se devem recordar, o estado português procura acompanhar a comunidade portuguesa no seu conjunto, e como tal atentos às dificuldades que vão surgindo”.

 “Tenho viajado pelo país, incluindo o Kuazulu-Natal e Cabo Ocidental, por conseguinte com uma noção em que se encontra a nossa comunidade, no conjunto do país, onde praticamente por toda a parte temos problemas de carências idênticos aos que nesta noite aqui são focados, e foi nesse sentido, nesse conjunto de dificuldades, que a embaixada por iniciativa da Academia do Bacalhau de Joanesburgo, contactou o governo português, e originar com isso a vinda da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, fazer um levantamento das missões de beneficência no Gauteng, que desse trabalho terá preparado um relatório de apoio às organizações de beneficência, no respeitante aos desafios que aqui temos por todo o lado, idênticos aos enfrentados pelos Lusíadas e Lar de idosos S. Francisco de Assis, assim como outras idênticas instituições, de modo a que Portugal possa ajudar a responder aos problemas que nesse aspecto temos na África do Sul. É um trabalho que a embaixada irá continuar a acompanhar”.

 Louvou a propósito a participação de muita gente de Joanesburgo ao jantar que naquela noite decorria a favor dos Lusíadas, demonstrativo da unidade que neste prisma deve permanecer entre ambas as comunidades, não deixando por outro lado e no mesmo âmbito, de realçar o contributo dos nossos jovens que ali actuaram a favor desta nobre causa,  dando em primeira mão conhecimento da actuação em breve, naquele mesmo  palco da ACPP, com o apoio da embaixada, da conhecida e credenciada artista portuguesa de grande valor, como é Cuca Roseta.

 Como uma das grandes vozes do fado português, e irá dar um concerto no Maputo, conseguiu-se que fizesse aqui uma paragem dia 18 de Novembro, nesta mesma sala, que seria bom viesse a encher, uma vez que certamente toda a receita que vier a ser apurada reverterá a favor desta nobre causa, por conseguinte uma forma da embaixada também colaborar na ajuda a instituições de beneficência, “e como tal dizervos que a embaixada continuará a acompanhar estas actividades da comunidade portuguesa”.

 O diplomata português pediu a terminar a sua intervenção uma grandiosa salva de palmas para “Os Lusíadas”, para o lar de idosos S. Francisco de Assis, e todos quantos de qualquer modo colaboram com essas instituições muito nobres e de grande valor na comunidade.

 Antes do baile que se seguiu em animação, foram distinguidas com ramos de flores a embaixatriz Joana de Carvalho e Ana Meireles, e por Manuel José feito um rentoso leilão de artigos diversos, entre os quais os quadros ali expostas, da autoria de Dalila de Matos, de Joanesburgo, subordinados aos temas, Simplesmente Pessoa, Candeeiros de Lisboa, Tudo isto é Fado, aqui recordando a grande Amália Rodrigues, e o quadro com a camisola do Marítimo do Funchal, assinada por todos os atletas do plantel nesta época 2019/2020, e a história deste clube madeirense desde a sua fundação, revertendo a favor dos Lusíadas, tudo quanto fosse além da base de licitação dessas obras, ficando apenas por leiloar, por falta de interessados na sua aquisição, a cama de casal ali oferecida por Jack da Silva e Carlos Ferreira, tudo terminando em beleza no animado baile que se prolongou até bastante tarde.