No “derby” local Sporting empata em casa com União Portuguesa

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No “derby” local Sporting empata em casa com União Portuguesa

Tudo indica que o futebol amador da Província do Gauteng vai regressar à normalidade, depois de várias semanas em que pairou a incerteza, devido ao facto de não terem sido elaborados os novos calendários.

 A temporada teve o seu início  – mas depois sofreu uma longa interrupção, pois alguns clubes e, com razão queixaram-se aos elementos federativos que os seus orçamentos não suportavam as longas deslocações para jogar a colectividades distantes.

 Pediam, aliás exigiam, uma maior aproximação entre os adversários, que deveriam ser agrupados em áreas vizinhas.

 Levou tempo a tomada de decisão e para o bem do futebol, pelo menos, no passado fim-de-semana tivémos a oportunidade de assistir a dois encontros de futebol, entre duas equipas de futebol, portuguesas, que são vizinhas e rivais.

 Referimo-nos ao Sporting de Joanesburgo e à União Portuguesa, que proporcio-naram, no passado sábado  duas boas partidas em que primou o bom futebol, a camaradagem, aliáda à rivalidade que sempre existiu entre os dois clubes do sul de Joanesburgo.

 Antes de nos debruçar sobre os jogos de sábado, convém aqui recordar, que na época passada, o Sporting era candidato à conquista do título distrital.

 Na derradeira jornada, tropeçou com a equipa da União Portuguesa e a Taça foi ter às mãos do Higlands Park. Chama-se a isso “fair-play” – nada de “arranjinhos”. Era bom que o futebol profissional seguis-se essas regras.

 A tarde desportiva comecou com as equipas de Reservas dos dois clubes a defrontarem-se no relvado dos “leões de Joanesburgo”.

 Fou uma boa partida de futebol, na qual os jogadores das duas equipas se empregaram a fundo para não serem surpreendidas pela derrota.

 Podemos dizer que de início o factor casa teve uma certa influência no jogo apresentado pelos sportinguistas. Os seus jogadores mostravam-se mais afoitos nas suas incursões atacantes, descurando muitas vezes o sector mais recuado, ou seja a defensiva.

 Foi um encontro de parada e resposta e os golos foram surgindo à medida que os ponteiros do cronómetro do ábitro avançavam

 Nos minutos finais do encontro, quando todos pareciam satisfeitos com o empate de 2-2 que persistia, surgiu uma falha de marcação e o dianteiro da União Portuguesa, não se fez rogado e marcou o golo da vitória, 2-3, que foi muito festejado pelo gran-de grupo de adeptos que acompanhou a equipa.

 De enaltecer o desportivismo que imperou, dentro das quatro linhas, bem como entre os assistentes, adeptos das duas equipas, bem como nos bancos de suplentes em que os responsáveis, se cumprimentaram como velhos e bons amigos no final do encontro. Por fim venceu o Futebol como espectáculo das multidões.

 

A partida principal era aguardada com maior ansiedade, devido aquele amargo, do ano passado, em que a vitória surpresa da União – “roubou” o título ao Sporting de Joanesburgo – beneficiando o Highlands Park.

 A partida começou com as duas equipas muito cautelosas, a jogar lentamente numa fase de estudo mútuo e procurando segurar a bola ao meio campo.

 O sector defensivo, dos dois agrupamentos subiu um bocado, para dar mais apoio ao meio-campo e pra evitar fugas. Existia sempre um jogador a dobrar o seu colega da frente.

 Os guarda-redes pouco tiveram que fazer, pois as bolas morriam no meio campo.

 No entanto o empate a zero não servia a ninguém e muito menos ao público que queria mais emoção – esta só pode ser conquistada com golos.

 As equipas abriram um bocado e os sectores avançados começaram a dar trabalho às defensivas.

 Mas procuraram o contra-ataque, pois era o sistema ideal para não se deixarem surpreender por uma falha da defensiva.

 Os golos acabaram por aparecer, primeiro o 1-0, seguiu-se a igualdade.

 O 2-1, parecia ser o resultado mais ajustado, mas, os jogadores teimavam em não sair derrotados e procuraram outra vez a igualdade, que foi conseguida a muito custo, mas que de certo modo premeia o labor das duas equipas.

 Talvez por jogar em casa, contando com o apoio do seu público, os “leões” me-recessem a vitória, mas também há que contar com o espírito de luta demons-trado pelos jovens jogadores da União Portuguesa, que não mereciam sair de mãos vazias.

 Arrecaradam um ponto, que pode ser muito precioso para o resto do campeonato, que agora começou.

 Surpreendeu-nos o aparato à volta do recinto do Sporting. Não existia local para estacionamento na zona de “parking” dos leões.

 As ruas nas imediações, bem como os passeios foi a solução para os amantes da bola.

 Jock Santos, um homem do futebol do Sporting de Joanesburgo, de longa da-ta, ele está no banco dos suplentes, apoia a equipa de séniores bem como dá uma ajuda aos mais pequenos e é o braço direito do Presidente da colectividade e o responsável pe-los treinadores. Pois bem Jock Santos era um homem feliz, não pelos resultados mas pela azáfama que se vivia no clube e por aquele mar de gente ao redor do relvado.

 Jock Santos disse:

 “Felizmente o futebol regressou à nossa casa, depois de semanas de incer-teza. Tanto nós no Sporting, como nas outras co-lectividades nada sabí-amos – sobre a marcação dos encontros. Fico feliz por saber que a zona de estacionamento está esgotada e que tivémos que contratar vigilantes extras para olhar pelas viaturas. Fico feliz, pois ganhou o Futebol.”