No “clássico” Sporting-FC Porto apesar da superioridade numérica leões deixam fugir vitória

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No O Sporting empatou 1-1 com FC Porto, em Alvalade, na 12.ª jornada da Liga de futebol, depois de uma primeira parte em que reduziu o líder à vulgaridade, mas não susteve a forte reação deste pós-intervalo.

 Bastaram 12 minutos “à FC Porto” para o líder anular a diferença que o Sporting levou 45 a construir e durante os quais subjugou uma caricatura do líder do campeonato, completamente irreconhecível.
 Essa supremacia do Sporting decorreu de dois factores fundamentais, a atitude competitiva adoptada pelos seus jogadores e a opção estratégica do treinador Paulo Sérgio, que ganhou claramente o “duelo” com o seu homólogo do FC Porto, André Villas-Boas.
 O Sporting conseguiu exercer uma pressão alta durante toda a primeira parte, que não foi capaz de manter depois do intervalo, recuperando rapidamente a bola e explorando o “fosso” entre a linha média e a defesa portista com transições rápidas que criaram muitos problemas para a baliza de Helton.

 Os jogadores do Sporting ganhavam quase todos os duelos directos, mais rápidos e determinados sobre a bola, perante um FC Porto “partido” em dois, com Fernando (a quem os “leões” deram sempre espaço porque nunca fez mossa) muito encostado ao quarteto defensivo e permitir um “fosso” entre ele e Belushi, Moutinho e o trio atacante.
 Quando Valdés inaugurou o marcador, aos 38 minutos,  já o Sporting justificava o golo há mais tempo, a ponto do 1-0 ao intervalo soar a lisonjeiro para o líder.
 Só no início da segunda parte é que o FC Porto deu um ar da sua graça, com uma entrada muito forte depois das alterações introduzidas por Villas-Boas ao intervalo.

 Hulk e Varela, uma nulidade na primeira parte, muito bem marcados por João Pereira e Evaldo, apareceram finalmente, a vir mais atrás buscar a bola em vez de esperar por ela, para embalarem de trás para a frente a criar desequilíbrios.
 A equipa subiu em bloco, passou a ter os sectores mais próximos, os laterais finalmente soltaram-se, os médios aumentaram a velocidade de circulação da bola e a agressividade na sua recuperação e o Sporting foi obrigado a recuar.
 Em 12 minutos, o FC Porto anulou a vantagem do Sporting e quando se pensava que o líder iria aproveitar a embalagem para chegar ao segundo golo, mas, então, Villas-Boas tira Varela para fazer entrar Guarín e reforçar o meio-campo.

 Depois, um erro infantil de Maicon, que não é virgem neste tipo de lances e acabou expulso, obrigando o treinador portista a sacrificar Falcão para a entrada de Otamenti, na tentativa de reequilibrar a equipa defensivamente, voltou a alterar a tendência do encontro.
 Estes dois factos impediram
o FC Porto de vencer em Alvalade e nos últimos 20 minutos foi o Sporting quem mais pressionou em busca da vitória, mas sem criar verdadeiras oportunidades de golo.

 FICHA DE JOGO:

 Encontro no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
 Resultado:
 Sporting – FC Porto, 1-1.
 Ao intervalo: 1-0.
 Marcadores:
 1-0, Valdés, 38 minutos.
 1-1, Falcão, 57.
 Equipas:
  Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Daniel Carriço, Polga, Evaldo, Pedro Mendes (Sa-leiro, 83), André Santos, Maniche (Vukcevic, 69), Valdés (Yannick Djaló, 65), Hélder Postiga e Liedson.
 FC Porto: Helton, Sapunaru, Rolando, Maicon, Emídio Rafael, Fernando, João Mou-tinho (Fucile, 85), Beluschi, Varela (Guarín, 65), Hulk e Falcão (Otamendi, 71).
Árbitro: Jorge Sousa (Porto).
 Acção disciplinar: cartão amarelo para Pedro Mendes (21), Fernando (31), Helton (38), Hulk (68), Evaldo (73), Yannick Djaló (82), Otamendi (90+1) e Hélder Postiga (90+3). Cartão vermelho di-recto para Maicon (68).
 Assistência: 35 063 espectadores.