Nem 4 bolas ao poste e um penálti falhado explicam ineficácia portista frente Atlético de Madrid

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Nem 4 bolas ao poste e um penálti falhado explicam ineficácia portista frente Atlético de Madrid

Quatro bolas ao poste e um penaltí falhado não explicam a ineficácia do FC Porto na derrota por 2-0, no  terreno do Atlético de Madrid, que   afastou os “dragões” da fase seguinte da Liga dos Campeões de futebol.

 Enviar bolas ao ferro é sinónimo de oportunidades de golo e, por isso, revelador de um FC Porto que não se coibiu de procurar o sucesso, mas a eficácia da equipa da casa – cinco vitórias e um empate no Grupo G – fez a diferença, apesar de ter deixado repousar grande parte dos seus habituais titulares.

 Os portistas,  foram relegados para a Liga Europa, e  não aproveitaram a “prenda” do Áustria de Viena, que venceu o Zenit por 4-1 (apurado, em segundo lugar no agrupamento) e esbarraram quase sempre na bem organizada defesa da equipa do argentino Diego Simeone, segunda classificada na Liga espanhola, com os mesmos pontos do líder Barcelona.

 Pouca lucidez na transição ofensiva, ausência de passes de ruptura e falta de velocidade (sobretudo na primeira parte), muitos passes falhados e poucas vezes ganhadores de lances no “um para um”, os jogadores portistas revelaram vontade, empenho, mas menos qualidade no toque de bola do que o adversário.

 Paulo Fonseca começou por apostar no onze mais habitual da época, com o regresso do médio Fernando e integrando o “capitão” Lucho González, que chegou a estar em dúvida, depois de ter sido substituído, ao intervalo, no passado jogo com o Sporting de Braga (vitória por 2-0).

 Por seu lado, Diego Simeone apostou num 4x4x2 com Diego Costa e Raul Garcia na linha da frente, prescindindo de alguns titulares habituais, como o guarda-redes francês Courtois e o extremo turco Arda Turan.

 Com a vitória no Grupo já garantida, e consequente apuramento já assegurado, os “colchoneros” só tiveram que esperar pelas muitas falhas da equipa portuguesa.

 E houve falhas à frente e atrás, começando por uma grande penalidade desperdiçada ao 28 minutos, por Josué, a castigar falta do guardião Aranzubia sobre Jackson Martinez, e prosseguindo com quatro bolas aos “ferros”, duas vezes pelo avançado colombiano (oito e 36 minutos),Varela (21) e Licá aos 69.

 Antes do pênalti, Raúl Gárcia abriu o marcador, aos 14 minutos, em lance ganho a Maicon na esquina esquerda da pequena área portista, que culminou com um remate de ângulo quase impossível, que traiu Helton.

 No sector defensivo, alguma falta de entrosamento entre sectores ia permitindo contra-ataques muito velozes, um dos quais resultou no segundo golo, por Diego Costa, que saiu rápido da marcação dos centrais, acorrendo a um passe de ruptura desde o seu meio terreno, e passou por Helton com um toque de cabeça para as suas costas.

 Antes do intervalo, quatro portistas – Josué, Jackson Martinez, Defour e Lucho González – já tinham sido admoestados com o cartão amarelo, revelando o nervosismo e alguma impotência em travar os adversários.

 Ao intervalo, o técnico portista trocou o muito apagado Josué por Licá, enquanto Si-meone fez descansar Diego Costa, entrando David Villa para o seu lugar.

 É verdade que o FC Porto se apoderou em definitivo da intermediária adversária e a bola rondou muitas vezes as redes de Aranzubia, mas faltou capacidade de decisão.

 Já com Arda Turan ao serviço do Atlético, em campo, Ghilas rendeu Lucho González, aos 64 minutos. E, cinco minutos depois, Licá “meteu a ficha” das bolas ao poste, perdendo-se nova oportunidade de golo portista, a quarta.

 Aos 75, Helton voltou a “tirar” um golo a Raúl Gárcia, numa fase em que o jogo se “desgarrou”, com os portistas em desespero para cumprirem parte da missão que o Áustria de Viena se encarregou de “assumir”.

 A 13 minutos do fim, Herrera rendeu Defour, mas o meio-campo portista nada ganhou com o “músculo” do mexicano, pois o que precisava era clarividência e criatividade.