Municípios portugueses e AICEP cooperam para promover internacionalização e investimento

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 Os municípios e a AICEP vão cooperar para desenvolverem estratégias de internacionalização de empresas e para criarem condições favoráveis ao investimento estrangeiro, no âmbito de um protocolo formalizado, que visa desig-nadamente a troca de informação.

 “A internacionalização começa aqui, não começa lá fora”, no estrangeiro, disse o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, durante a sessão de assinatura de um protocolo de cooperação entre a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a aicep Global Parques/Gestão de Áreas Empresariais e Serviços.

 “Ninguém melhor que os autarcas conhece os seus [respetivos] territórios” – que representam “realidades muito heterogéneas” – e a AICEP e a Global Parques têm toda uma informação acumulada de quem investe e do tipo, características e objectivos do seu investimento, sublinhou o secretário de Estado, defen-dendo as vantagens e potencialidades do acordo de cooperação.

 As autarquias, a Agência e a Global Parques “têm sido parceiros fundamentais na captação de investimento”, mas essa cooperação pode ser potenciada com este acordo, que, além de aumentar e melhorar a informação disponível sobre investidores e condições oferecidas, aos mais diversos níveis, para investimentos, pode também contribuir para melhorar os dossiês de candidaturas a investimentos, exemplificou Eurico Brilhante Dias.

 O protocolo de cooperação foi formalizado na sede da ANMP, em Coimbra, por Manuel Machado, presidente da Associação, por Luís Castro Henriques, presidente do Conselho de Administração da AICEP, e por Francisco Mendes Palma, presidente da aicep Global Parques, sessão que deu início à reunião do Conselho Diretivo da ANMP.

 A parceria visa “desenvolver estratégias de internacionalização e criar condições favoráveis ao investimento direto estrangeiro e à competitividade, geradora de uma dinâmica de apoio às empresas existentes, ao empreendedorismo, à criação de empresas e ao reforço das suas actividades, impulsionando o volume de negócios de exportação e de investimento das empresas”.

 Esta cooperação, sustenta o presidente da ANMP, Manuel Machado, contribuirá para que os municípios cumpram um dos objectivos definidos no seu congresso de Santarém, em 2013, no sentido de apoiarem as empresas a “criarem uma economia socialmente útil” (ultrapassada que está, genericamente, a fase das obras públicas e da construção de infraestruturas).

 Alinhado com as políticas e objectivos abrangidos, designadamente, pelo Programa Internacionalizar, salientou o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, o protocolo tem ainda como objecto o desenvolvimento de iniciativas de reforço da qualificação e promoção dos territórios potencialmente receptores de investimento e a melhoria das competências dos agentes territoriais responsáveis.

 Aprovado pelo Conselho de Ministros em Novembro de 2017, o Programa Internacionalizar pretende “concretizar a aposta estratégica na internacionalização da economia portuguesa, tendo em conta os desafios económicos e estratégicos que o país se propõe ultrapassar”.

 Composto por seis eixos de intervenção, o Programa Internacionalizar foi instituído para promover, designadamente, o aumento das “exportações de bens e serviços”, a diversificação dos mercados de exportação, o incremento do investimento e “uma maior e melhor articulação entre os vários agentes envolvidos nos processos de internacionalização da economia portuguesa”.

 De acordo com o documento formalizado, a cooperação entre a ANMP, a AICEP e a Global Parques desenvolver-se-á em função das disponibilidades e dos planos de acção anuais respectivos, em áreas como as da partilha de informação, “tendo em vista a internacionalização das empresas e o contributo para o aumento da atractividade das regiões em termos de captação de investimentos”.

 A colaboração entre as par-tes, tendo em vista “a qualificação e promoção de loclizações empresariais para o acolhimento de investimento, dando destaque à sustentabilidade económica, social e ambiental”, é outro dos propósitos do acordo.