Motociclismo em Joanesburgo: Cláudio Ferreira e Sylvano de Aguiar sobressaem nas pistas de Delmas

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Motociclismo em Joanesburgo: Cláudio Ferreira e Sylvano de Aguiar sobressaem nas pistas de Delmas

O desporto de competição motorizado , sobre duas rodas da África do Sul conta com dois jovens lusodescendentes que têm dado cartas na mo-dalidade. Cláudio Ferreira e Sylvano de Aguiar da “Amajubane Team”, os dois com 15 anos competem nas pistas do Northern Regional Racing.

 Por média fazem duas corridas nos dias das provas. No total, a época comporta 8 provas o que totaliza 16 corridas em pista.
 Começámos por ouvir Cláudio Ferreira:
 “Principieii a correr quando tinha apenas 10 anos, por in-fluência do meu padrinho Fili-pe Esteves que era um entusiasta deste tipo de desporto.
 Iniciei-me com uma “pocketbike” de 50cc de cilindrada em 2007. Embora muito pequenas essas minimotas nas pistas atingem grandes velocidades. Em 2008 passei para uma categoria superior do escalão de 50cc, mas que tem mais potência.
 Nos anos de 2010 e 2011 passei para as motos de 150 de cilindrada, mais precisamente uma Honda CBR150. Ainda tive a oportunidade de também competir com uma de 650cc.
 Esta é a minha primeira época a correr na classe 600 que já requer mais perícia pois em pista contamos com 15 concorrentes e velocidades muito elevadas.”
 Quanto ao seu palmarés?
 “Quando corria na classe 50cc, em 2007 fiquei em terceiro no Campeonato, o mes-mo acontecendo no ano seguinte.Em 2009 fui vice campeão.”
 E esta época?
 “Ainda estamos no princípio, pois apenas participámos em duas corridas. As primeiras provas não me correram de feição, alcancei um 12º lugar e um sétimo lugar e para complicar as coisas tive um acidente. Felizmente foram só danos materiais.
 Na segunda prova, na Red Start Race fiquei em oitavo. Corrí nas pistas de Delmas, que tem uma extensão de quatro quilómetros. A prova comporta 7 voltas.”

 Qual o topo de velocidade dessas motos?
 “Chegámos a atingir os 270 quilómetros em recta. O resto da prova com curvas e contra curvas percorremos a 80 e 90. A média fica pelos 160 qui-lómetros.”
 O que o levou a escolher o desporto motorizado?
 “Primeiro foi a motivação que sentí da parte do meu padri-nho e o apoio do meu pai. Ao princípio este estava receoso, pois considerava um desporto perigoso, mas agora já se habituou.”
 É um desporto que requer grande investimento. Tem pa-trocínios?
 “Por enquanto é o meu pai, também contamos com apoio do Salão Princesa e do meu avô com a firma José Ferreira Constructions.”
 As suas aspirações para o futuro?
 “Bem estou no início desta nova classe 600 e este é o meu primeiro ano. Quero ficar entre os primeiros dez do Campeonato.”
 O amigo e colega da Equipa “Amajubane”, Sylvano de Aguiar também foi abordado pela reportagem do nosso jornal e começou por nos dizer:
 “Pelo Natal tive como prenda uma “pocketbike”. Com apenas 9 anos e na primeira época ganhei o campeonato da zona, Refiro-me a 2007.
 Em 2010, já corria com uma Kawasaki 150cc e fiquei em quinto lugar.
 No ano passado tive uma experiência internacional, pois participei nas pistas de Monza bem como em Aragon, na Espanha. Apesar de ainda ser novo, consegui a terceira po-sição e subir ao pódio. Foi um grande dia para a minha curta carreira.”
 E quanto ao futuro?
 “Adoro o desporto motorizado e tenciono dedicar-me de corpo e alma. Sinto-me feliz nas pistas de corrida, pois a velocidade e o perigo são as minhas companheiras. É a adrenalina no máximo.
 Embora faça parte do Amajubane Team, por enquanto não corro com o Cláu-dio, pois ele está numa classe mais avançada.
 Mas nos dias de prova trocámos impressões e procuro aprender com ele. Julgo que na altura certa também in-gressarei na classe de 600cc. São máquinas mais potentes.
 Gostaria de frizar que contámos com o apoio de Ricky Morais através  da Emtek Ra-cing e da Allain Club House.
 Também a Kawasaki da África do Sul patrocina a nossa equipa.