Mota-Engil formalizou constituição de nova sociedade com Sonangol e BPA

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Mota-EngilA construtora portuguesa Mota-Engil formalizou terça-feira, com a petrolífera angolana Sonangol e o Banco Privado Atlântico (BPA) a constituição da sociedade de direito angolano Mota-Engil Angola.

 Este passo da empresa portuguesa, com mais tempo em Angola na área da construção, associando-se à maior empresa pública do país, surge num momento em que a Sonangol Imobiliária viu ser-lhe atribuída pelo governo a responsabilidade de promotora de novas e importantes zonas urbanas na capital, Luanda.

 Há dias o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, ao visitar a denominada nova centralidade do Kilamba Kiaxi anunciou que o seu executivo tinha decidido que este novo projecto urbanístico deixava de estar a cargo do Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN) passando para a So-nangol Imobiliária.
 A imobiliária da petrolífera angolana vai ainda ser responsável pelas novas centralidades de Cacuaco e Zango, duas áreas limítrofes de Luanda para onde se perspectivam avultados investimentos em urbanizações, bem como idênticos projectos nas províncias, nomeadamente Cabinda e Kuando Kubango.

De acordo com o memorando de entendimento assinado entre as partes, a construtora portuguesa passa a deter 51 por cento da sociedade de direito angolano Mota-Engil Angola, enquanto o consórcio liderado pela Sonangol, que inclui ainda o BPA, fica na posse de 49 por cento.
 Através da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) ficou-se a saber que a Sonangol e o BPA “participarão, em 20 por cento e 11 por cento, respectivamente, na Mota-Engil Angola”, tendo o memorando de entendimento sido ainda assinado pelos restantes participantes, Finicapital, Investimentos e Ges-tão, SA e Globalpactum, Gestão de Activos, SA”.

 De forma global, a nova Mota-Engil Angola terá uma actuação nas áreas da construção civil e obras públicas, as áreas industriais e o mercado da construção industrializada bem como a habitação.
 É num quadro em que o Presidente angolano anunciou que estão em curso um conjunto de medidas relacionadas com “a transferência de todas as responsabilidades” que pertenciam ao Gabinete de Reconstrução Nacional que a Mota-Engil se associa à Sonangol e ao BPA para renovar a sua actuação no mercado angolano, onde já tem presença desde a década de 1960.

 Desenvolver projectos de construção de infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias e de reabilitação de infra-estruturas sociais são algumas das responsabilidades que vão deixar de estar sob alçada do Gabinete de Reconstrução Nacional, entidade que até aqui geriu a grande parte dos projectos relacionados com a reconstrução nacional operada a partir de 2002 com o fim da guerra.