Moçambique: Notação de risco em queda acelerada

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Moçambique: Notação de risco em queda acelerada

Os problemas relacionados com a reestruturação da dívida da Empresa Moçambicana de Atum fizeram com que as agências Moody’s e Standard & Poor’s tenham revisto em baixa a classificação de risco de Moçambique, de acordo com comunicados ora divulgados.

A Moody’s, por exemplo, reviu de “B2” para “B3”, classificação que especifica que as obrigações são consideradas especulativas e de risco elevado, a notação de risco de novas emissões e advertiu que esta nova notação fica sob vigilância para possível nova revisão em baixa.

 A agência adiantou que na base desta decisão está a reduzida capacidade do governo de Moçambique de servir a sua própria divida pública, facto que é evidenciado pela redução dos meios sobre o exterior na posse do Banco de Moçambique.

 Em comunicado separado, a Moody’s reviu em baixo a notação de risco da dívida da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum) de “B2” para “Caa2”, advertindo os toma-dores que as obrigações em questão são consideradas altamente especulativas, estão em incumprimento ou próximo dessa situação, não havendo grandes hipóteses de recuperar o capital ou de receber os juros.

 A Standard & Poor’s, por seu turno, cortou a notação de risco de Moçambique em quatro níveis, de “B-“ para “CC”, o que significa que “o emitente encontra-se actualmente nu-ma situação altamente vulnerável”, a apenas dois níveis de “D” ou incumprimento.

 A agência advertiu igualmen-te que poderá baixar a nota-ção de risco para “incumprimento selectivo”, caso os in-vestidores venham a receber menos do que o valor prometido aquando da emissão das obrigações originalmente emitidas pela Ematum.

A 9 de Março Moçambique anunciou pretende reestruturar a dívida remanescente da Empresa Moçambicana de Atum através da troca das obrigações com maturidade a 2020 e um cupão a 6,305% por outras com maturidade em 2023.