Moçambique considera África do Sul preponderante para a retoma económica pós-covid-19

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O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), maior organização patronal do país, considerou a cooperação com a África do Sul “preponderante” para a retoma económica no pós-covid-19, manifestando vontade de reabertura completa das fronteiras.

  Agostinho Vuma enfatizou a importância das re-lações económicas e empresariais entre Moçambique e África do Sul durante um fórum de negócios entre empresários dos dois países.

  “É nossa convicção de que a África do Sul pode continuar a desempenhar um papel preponderante, particularmente na retoma do desenvolvimento da nossa economia, no contexto dos desafios de covid-19”, declarou Agostinho Vuma.

  Os agentes económicos dos dois países, prosseguiu Vuma, esperam pelo reinício das viagens de negócios entre Moçambique e África do Sul, visando dinamizar os laços económicos e comerciais que abrandaram na sequência de covid-19.

  “Esperamos a fortalecer as parcerias de negócios e a partilha mútua de oportunidades, seja através dos laços económicos existentes ou explorando novas oportunidades que possam contribuir para o relançamento de projetos de desenvolvimento que contribuam para a recuperação acelerada da economia de nossos países”, pros-seguiu o presidente da CTA.

  Vuma avançou que a pandemia de covid-19 não removeu as oportunidades de investimento existentes nos dois países, apontando o sector de hidrocarbonetos como uma área de maior potencial.

  Aquele responsável apontou o investimento esperado de 30 biliões de dólares (25,6 biliões de euros) no sector de petróleo e gás na bacia do Rovuma, norte de Moçambique, como um grande sinal de que o país dispõe de fortes possibilidades no campo do investimento.

  “Continuamos confiantes que este projecto se materializará e contribuirá para colocar Moçambique como um dos principais actores na produção de petróleo e gás a nível mundial, num fu-turo próximo”, frisou.

  Moçambique e África do Sul podem também co-operar no agronegócio, turismo, recursos minerais, energia limpa, pesca, aquacultura e indústria de processamento de pescado.

  O presidente da CTA destacou que o Acordo de Livre Comércio em vigor em África é uma importante plataforma para o aproveitamento das oportunidades económicas.

  “Nós em África somos abençoados com um grande mercado, uma população enorme e ta-lentosa e um mercado cheio de oportunidades, devido ao Acordo de Livre Comércio que tem potencial para aumentar nossa participação nas trocas económicas e no desenvolvimento”, sublinhou.

  O continente, continuou, tem também um grande potencial de produção artesanal de baixo custo, grande potencial para a agricultura, recursos minerais bem como infraestruturas de produção de energia e electricidade que tornam os países muito promissores no continente e a nível global.

  “Outra coisa que favorece os nossos países é o facto de que os mercados globais estão migrando para o sul da Ásia e África, de certa forma, não está longe para os investidores asiáticos, que podem estar interessados nas oportunida-des de investimento que os nossos países oferecem”, frisou Agostinho Vuma.