Míssil da Coreia do Norte atinge zona económica exclusiva do Japão

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O líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou que o segundo teste com um míssil balístico intercontinental (ICBM), realizado na sexta-feira, coloca o território dos Estados Unidos ao alcance de um ataque de Pyongyang e ameaçou os EUA com "acção enérgica" se for sancionada pelo míssil.

 Citado pela agência norte-coreana KCNA, Kim Jong-un afirmou sábado que o teste demonstrou a capacidade da Coreia do Norte para disparar “em qualquer lugar, a qualquer hora”, de acordo com a agência estatal.

 “O líder declarou orgulhosamente que o teste confirma que o território continental dos Estados Unidos está dentro do nosso alcance de tiro”, acrescentou.

 A KCNA disse que Kim expressou “grande satisfação” após o míssil Hwasong-14 ICBM, que tinha sido lançado pela primeira vez a 4 de Julho, atingir uma altura máxima de 3.725 quilómetros e viajar 998 quilómetros, do ponto de lançamento até cair em águas próximas do Japão.

 Kim disse que o lançamento de sexta-feira enviou um “sério alerta” aos Estados Unidos, que têm vindo a fazer ameaças de guerras e novas sanções, cita a KCNA.

 Ontem, o Ministério Negócios Estrangeiros norte-coreano emitiu um comunicado, através da agência estatal de notícias KCNA, em que defende que o lançamento do míssil balístico intercontinental na sexta-feira foi uma demonstração de sua capacidade militar.

 "Se os Estados Unidos insistirem nas suas aventuras militares contra nós e nos seus planos de sanções intensivos, responderemos com uma acção enérgica e justa como já declarámos anteriormente", afirma um porta-voz do ministério no comunicado citado pela agência espanhola Efe.

 O comunicado sublinha que “os movimentos desesperados dos imperialistas norte-americanos só vão redobrar a vontade do exército e do povo coreano para acelerar o refor-ço das suas capacidades defensivas".

 O míssil disparado por Pyongyang na sexta-feira voou 998 quilómetros durante 47 minutos e alcançou uma altitude máxima de 3.724,9 quilómetros antes de cair no Mar do Japão

 O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, convocou uma reunião do Conselho Nacional de Segurança.

 Em declarações à imprensa nipónica, o chefe de gabinete do Governo, Yoshihide Suga, disse que se trata de um míssil balístico.

 Segundo o governo japonês, o míssil caiu no Mar do Japão, com Tóquio, na zona econó-mica exclusiva japonesa às 11h42 de Tóquio (15h42 de Lisboa).

 O Pentágono, dos EUA, que também confirmou a ocorrência, acrescentou que se trata de um míssil balístico intercontinental.

 Em resposta, os Estado Unidos colocaram ontem bombardeiros estratégicos B-1B em torno da península coreana.

 Além disso, os responsáveis da diplomacia norte-americana afirmaram que vão endurecer as sanções no Conselho de Segurança da ONU, e também a nível unilateral, como castigo pelo ensaio balístico.