Misericórdia de Bragança recebeu primeiro grupo de refugiados

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Misericórdia de Bragança recebeu primeiro grupo de refugiados

A Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB) informou que recebeu o primeiro grupo de refugiados, no caso três mulheres e duas crianças.

  A cidade de Bragança deverá ser o berço de uma nova criança, já que uma das mulheres está grávida prestes a dar à luz, enquanto as outras duas chegaram acompanhados dos filhos recem nascidos há uma semana, segundo contou à Lusa o provedor, Eleutério Alves.

  As refugiadas, com idades de18, 32 e 38 anos, são oriundas da Eritreia e da República Centro Africana e foram encaminhadas pela Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), tendo sido acolhidas num apartamento da Misericórdia, com capacidade para receber até cinco adultos.

  Logo que chegaram a Bragança receberam os primeiros cuidados de saúde e estão a ser inscritas na Segurança Social e outros serviços públicos, “no sentido de que no curto prazo tenham todas as condições”, indicou o provedor.

  “Vamos procurar que elas se integrem o mais rápido possível na nossa comunidade”, afirmou Eleutério Alves, sublinhando as parcerias neste processo, nomeadamente com o Politécnico de Bragança, que tem assegurado interpretes e a aprendizagem da língua portuguesa.

  São também parceiros da SCMB outras instituições locais como a Câmara Municipal, a Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, Segurança Social, União de Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo e Centro Emprego.

sobrelotação da prisão de Coimbra

A sobrelotação e a falta de guardas prisionais no Estabelecimento Prisional de Coimbra foram algumas das falhas apontadas pelo provedor de Justiça, que considera que a crise não pode justificar "a manutenção de condições indignas".

  Como principais problemas, José de Faria Costa sublinha a sobrelotação da prisão, a falta de guardas prisionais e a idade avançada dos mesmos, a difícil reinserção social dos reclusos e a escassez de técnicos que trabalham para essa mesma reinserção.

  Aquando da visita do provedor da Justiça, havia 501 reclusos no estabelecimento, quando a lotação da penitenciária "se cifra em 421 pessoas". O local padece pois, por isso, “de um dos maiores problemas que assola o sistema prisional: a sobre-lotação".