Ministro português das Finanças quer fazer cinco biliões com as privatizações

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Ministro português das Finanças quer fazer cinco biliões com as privatizações

Ministro português das Finanças quer fazer cinco biliões com as privatizaçõesO ministro português das Finanças disse que gostaria que o encaixe com as privatizações superasse os cerca de 5 mil milhões de euros previstos no memorando de entendimento assinado com a ‘troika’.

 “Gostaria que esse valor fosse excedido”, afirmou Vítor Gaspar em resposta às questões colocadas pelos jornalistas em conferência de imprensa, acrescentando não ter, naquele instante, “possibilidade de quantificar o excesso”.
 Vítor Gaspar disse que para a concretização das privatizações o Governo “vai abrir portas” a investimento estrangeiro, garantindo, no entanto, que “não há qualquer intenção de privilegiar o capital estrangeiro”.

 Questionado sobre a eventual venda a “preços de saldo”, o ministro disse que “a possibilidade de venda de activos em condições de mercado desfavoráveis e, consequentemente, a obtenção de receitas despontadoras, é uma preocupação”.
 Neste sentido assegurou que, “no momento da privatização, procurar-se-á escolher o calendário de privatizações de forma a beneficiar de momentos para a realização de operações relativamente favoráveis”.
 As empresas que o Governo pretende privatizar, e que constam do memorando de entendimento assinado com a ‘troika’ são, na área dos transportes, a ANA – Aeroportos de Portugal, a companhia aérea TAP e a CP Carga.

 Integram também da lista, no sector energético, a Galp, a EDP, a REN, e nas comunicações, os CTT – Correios de Portugal e a RTP.
 No sector financeiro, o Governo quer alienar o ramo segurador da Caixa Geral de Depósitos, e nas infraestruturas as Águas de Portugal.
 A venda do Banco Português de Negócios terá de ser decidida até ao final do mês.
 O ministro garantiu que o processo de privatizações “será absolutamente transparente e rigoroso”.
 O ministro das Finanças disse esperar que a economia portuguesa recupere de forma “expressiva” a partir de 2013, depois de para este ano e o próximo o Governo prever uma contração.

 “As projecções apontam para a contração económica neste ano e no próximo seguida de uma recuperação expressiva apenas em 2013”, afirmou Vítor Gonçalves.

 Depois de em 2010 o Produto Interno Bruto ter crescido 1,3 por cento, em 2011 e em 2012 o Governo espera recuos de 2,3 e 1,7 por cento, respetivamente, mas já a partir de 2013 prevê que a economia volte a animar. “A partir de 2013, o crescimento que prevemos é positivo. Esperamos alguma aceleração da actividade económica nos anos seguintes”, acrescentou Vítor Gaspar.