Ministro das Finanças quer liberalizar sectores protegidos para regressar a trajectória crescimento

0
102
Ministro das Finanças quer liberalizar sectores protegidos para regressar a trajectória de crescimento

O Governo tenciona “liberalizar os sectores mais protegidos” da economia de forma a retomar a “trajetória de crescimento”, disse o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

 “Temos de prosseguir as reformas na liberalização dos bens e serviços, reduzir [os rendimentos] excessivos dos setores mais protegidos, reduzir restrições, reforçar os mecanismos de concorrência”, disse Gaspar em Lisboa, numa conferência da Ordem dos Economistas dedicada à análise do Orçamento do Estado para 2012.

 Gaspar não concretizou contudo quais são os “setores protegidos” a que se referia. Ao falar das reformas estruturais que o Governo pretende lançar, o ministro das Finanças mencionou as privatizações, destacando as iminentes vendas das participações estatais na REN e na EDP.
 Numa intervenção de cariz mais académico que político, o ministro gracejou com o tópico da palestra (“o orçamento de Estado para 2012 não me é estranho”), e definiu três prioridades: aumentar o “controlo do processo orçamental”, assegurar a “estabilidade financeira”, nomeadamente através da desalavancagem do sistema bancário, e “reto-mar uma trajetória de crescimento económico sustentado”.

 Gaspar elegeu o crescimento como “o mais importante desafio para Portugal”, acrescentando que a actual crise é uma “oportunidade de mudança”, um “momento único para mudar o modelo de desenvolvimento que rendeu um fraco desempenho na última década”.

* Vítor Gaspar louva “consenso nacional” quanto à “necessidade de ajustamento”

 O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, louvou o “consenso nacional” quanto à necessidade de consolidar as finanças públicas.
 “Gostaria de enfatizar o consenso nacional em torno da necessidade de ajustamento”, disse Gaspar numa conferência da Ordem dos Economistas dedicada à análise do orçamento do Estado.

 “Nas últimas legislativas, 80 por cento [dos eleitores] votaram nos partidos que subscrevem o programa” de assistência financeira a Portugal (PSD, CDS e PS), disse Gaspar.
 “Este consenso foi reflectido no Parlamento na viabilização do Orçamento pela maioria e pelo maior partido da oposição”, concluiu o governante.