Ministro das Finanças quer CPLP activa na definição na nova arquitectura do sistema mundial

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Ministro das Finanças quer CPLP activa

Ministro das Finanças quer CPLP activa O ministro das Finanças português defendeu que os Estados da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) devem dar o seu contributo à nova arquitectura do sistema mundial que está a ser definida.

“Os países da CPLP devem, como membros da comunidade global, participar activamente nesse processo, contribuindo para a implementação de políticas anti-cíclicas e de reformas estruturais para a fortalecer a economia real, os mercados financeiros e as instituições financeiras internacionais”, disse Teixeira dos Santos na abertura, em Lisboa, da primeira Reunião de Ministros das Finanças da CPLP.

Para o ministro das Finanças cabe também à CPLP dar “um contributo para a definição da arquitectura financeira internacional utilizando a sua voz, a voz dos mais de 250 milhões de pessoas que têm o português como língua mãe, para que essas soluções sejam ouvidas e implementadas”. Teixeira dos Santos considerou que o impacto da crise financeira internacional nos países da CPLP está a ser sentido de forma heterogénea, dada a diferença das estruturas económicas e estádios de desenvolvimento dos diferentes países que a integram.

O ministro das Finanças português sustentou, ainda, que a actual crise económica, para lá dos p oblemas de curto prazo que está a gerar, “cria desafios adicionais para a sustentabilidade financeira de longo prazo”. “Este é, também, um dos domínios em que a CPLP pretende desenvolver propostas claras num contexto estratégico de saída da crise”, acrescentou. Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP sublinhou, por seu lado, o facto da reunião de Lisboa decorrer numa “altura de incertezas” em que a comunidade de estados lusófonos pode tirar partido da sua presença em quatro continentes.