Ministro das Finanças diz que seria “irresponsável” abrandar aplicação do programa da ajuda externa

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Ministro das Finanças português diz que seria

Ministro das Finanças português diz que seria O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, considerou que seria “irresponsável” pensar em abrandar o ritmo de aplicação do programa da ‘troika’ e que Portugal tem de “garantir ou exceder os objectivos” estabelecidos no acordo.

 Vítor Gaspar, que falava numa conferência organizada pelo Diário Económico em Lisboa, afirmou que os resultados da cimeira do Eurogrupo só vieram “reforçar ainda mais a exigência do programa de ajustamento acordado” com Bruxelas e o Fundo Monetário Internacional e reiterou mais uma vez a posição do Governo de cumprir à risca o estipulado.

“Esta declaração [do Eurogrupo] vem reforçar ainda mais a exigência no cumprimento do programa de ajustamento económico e financeiro acordado com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Nas actuais circunstâncias seria irresponsável pensar que se pode abrandar o ritmo de aplicação do programa. Dado que o fracasso não é opção, temos que fazer uma gestão prudente do programa, procurando garantir ou exceder os objectivos nele estabelecidos”, afirmou Vítor Gaspar.

 O governante frisou que Portugal vive “tempos difíceis” e que “estas dificuldades não irão desaparecer espontaneamente”, assegurando o empenho do Governo no processo de ajustamento das contas públicas, “que assegurará que o sector público deixará de ser um factor de risco e de instabilidade para o sistema financeiro em particular e para a economia e a sociedade portuguesa em geral”.