Ministra da Saúde defende reforço da luta contra a tuberculose

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Ministra SaudeA ministra da Saúde defendeu o reforço da luta contra a tuberculose para tornar Portugal um país com baixa incidência da doença, o que implica ter menos de 20 casos por 100 mil habitantes.

 “Temos de continuar a reforçar o que tem vindo a ser feito na luta contra a tuberculose” e possibilitar que a terapêutica seja feita, cada vez mais, em observação direta e generalizada a todo o país, disse Ana Jorge à margem de uma reunião com a Direcção-Geral da Saúde (DGS) em que lhe foi apresentado o relatório sobre a doença em Portugal.

 Portugal registou no ano passado 2756 casos de tuberculose, menos oito por cento do que em 2008, mas ainda não baixou a fasquia dos 20 casos por 100 mil habitantes, que lhe conferiria a categoria de país de “baixa incidência”, segundo o relatório da DGS.
 No Dia Mundial da Tuberculose, Ana Jorge salientou a descida “sustentada e progressiva” do número de casos de tuberculose em Portugal, mas sublinhou que é necessário “analisar as causas” por que alguns distritos ainda têm uma incidência intermédia da doença para poder “actuar em conformidade”.

 Em incidência intermédia encontram-se Viana do Castelo, Vila Real, Setúbal, Lisboa e Porto, refere a DGS, assinalando a “notável tendência” de descida consistente na última década em Setúbal, Faro, Lisboa e Porto, distritos onde os fatores de risco têm maior expressão.
 A ministra da Saúde sublinhou que tem de ser aumentada a “capacidade de intervenção” nestes distritos, o que já está a ser feito.
 O coordenador nacional da luta contra a tuberculose, Fonseca Antunes, falou também dos internamentos destes doentes, nomeadamente os multirresistentes, assegurando que a cobertura de quartos em isolamento é “suficiente”.

 “Não interessa só internar, interessa internar em boas condições de isolamento”, comentou Fonseca Antunes, lembrando que, desde há cerca de dois anos, existe “um dispositivo de internamento em boas condições de isolamento suficiente para todos os casos que justificam o internamento, nomeadamente os casos multirresistentes”.