Mineiros de ouro na África do Sul vão receber indemnização inédita

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 O Tribunal Superior de Gau-teng, em Joanesburgo, aprovou sexta-feira uma indemnização na ordem de 5 biliões de rands (321 milhões de euros) para milhares de trabalhadores mineiros de ouro, noticiou a imprensa sul-africana.

 O acordo abrange trabalhadores que contraíram silicose e tuberculose, duas doenças pulmonares fatais, na minas de ouro sul-africanas durante ou a partir de 1965, e também familiares dependentes de mineiros entretanto falecidos.

  De acordo com o diário Citizen, de Joanesburgo, as cin-co empresas mineiras envolvidas são a Anglo American, AngloGold Ashanti, Harmony Gold, a Gold Fields e a Sibanye-Stillwater.

 A juíza Leoni Windell, citada pelo jornal, afirmou na leitura da decisão que “todas as par-tes fizeram um esforço para garantir que o acordo seja razoável, adequado e justo”.

 O jornal adiantou que o valor a atribuir a cada requerente varia entre 70.000 randes (4.490 euros) e 500.000 rands (32.081 euros), e que os requerentes são, na maioria, trabalhadores oriundos da África do Sul, bem como dos países vizinhos Botsuana, Lesoto, Zimbabwé, Esuatini (antiga Suazilândia) e Maláui.

 No ano passado, as principais empresas produtoras de ouro na África do Sul chegaram a um acordo com diversos escritórios de advogados para a indemnização, através de uma ação colectiva, de milhares de trabalhadores mineiros afectados pela silicose e tuberculose, devido à inalação de poeira contendo sílica, na minas de ouro do país, a partir de 1965.

 A acção legal teve início em 2012.