Micaella dos Santos, de 10 anos campeã de Karate e detentora de cinturão negro

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Micaella dos Santos, de 10 anos campeã de Karate e detentora de cinturão negro

Quando a maioria das jovens da sua tenra idade, de 4 anos, ainda estavam apegadas aos brinquedos e às bonecas ou a dar os primeiros passos nas “play-stations”, a “petiz” Micaella dos Santos optou por um desporto, que podemos apelidar de “radical”, tendo em conta a sua tenra idade.

 Estivémos com Micaella dos Santos, uma jovem luso-descendente agora com 10 anos, filha de Elizabeth e de Paulo Santos, conhecido “DJ” em Joanesburgo.

 Micaella começou por nos contar a história da sua vida:

 Entrei para o Karate pela influência dos meus pais, principalmente dele, pois quando era mais jovem praticou a modalidade.

 Como em nossa casa se ouve música,  dia e noite, devido à profissão do meu pai,  tive uma pequena experiência na dança ritmica – mas não me entusiasmou.

 Os meus primeiros pasos no Karate, foram dados com a a preciosa ajuda duma professora privada, a Michelle,  mas depois mudei para a Escola de Karate Ricky Dias, que é dirigida pelo próprio Ricky Dias.

 Falando da tua vida académica, frequentas a tua Escola, a Christian Academy. Nunca sentiste o desejo de seguir as tuas colegas na prática de outras modalidades desportivas?

 “Na Escola tenho aulas de natação, para dar uma pausa ao meu Karate e para acalmar os nervos”.

 Façamos uma pausa para falar dos teus estudos…

 “Não tenho descurado. Sou boa aluna e estou no Grade 5 na Christian Academy”

 O que te levou a abraçar o Karate, na categoria mais dura, onde existe mesmo o tal contacto físico entre os participantes?

 “No meu entender foi uma opção pessoal, para a minha defesa e para a salvaguarda da minha integridade física.

 Pratico o “Taekwondo Martial Arts” – que é uma das disciplinas do Karate que além da destreza requer muita força física.

 Como lhe disse existe mesmo o contacto físico no combate, tanto que numa compe-tição, terminei lesionando as costelas da minha adversária”

 Apesar de seres ainda pequena e não seres dotada de grande aparato físico, não sentes receio ao enfrentar adversárias de maior estatura?

 “Nesse combate em que lesionei a minha adversária  que era mais velha do que eu e mais alta, foi uma falha dela, que não soube evitar o meu ataque.

 Mas tomo todas as precauções, para evitar o tal “contacto directo”. É necessária muita destreza e habilidade para evitar ser tocada”.

 Portanto começaste aos 4/5 anos, estás na modalidade a menos de cinco anos, mas conquistaste várias medalhas, que são o teu orgulho, bem como da tua mãe e do teu pai…

 “Sim é verdade, lá em casa existe uma vitrina onde eles guardam com esmero as mi-nhas medalhas”

 Provas conquistadas?

 “A partir dos cinco anos, no meu grupo etário, comecei a conquistar títulos e fui Campeã da África do Sul por três vezes”.

 Qual foi a tua maior façanha?

 “Foi em Novembro, de 2014,  quando ainda tinha 9 anos, ter conquistado o “black belt” (cinturão negro). Até ao momento sou a atleta mais nova a ser galardoada com o cinturão negro na África do Sul”.

 E na escola de Karate Ricky Dias, quem são os teus instrutores?

 “Tenho dois intrutores, o Fábio e o Roberto, a quem estou grata pelo que me ensinaram na modalidade”.

 Como actual Campeã da África do Sul, foste convidada a participar no Mundial de Karate na Coréia do Sul?

 “Sim fui convidada, mas no entender do meu pai ainda sou muito nova. Vou aguardar mais três anos e, então irei decidir”.

 Quanto a patrocinadores?

 “As despesas são custeados pelos meus pais. É um assunto em que temos de pensar, a devido tempo, pois quando entrar nos Mundiais as despesas vão ser grandes”.