Medidas de apoio às vítimas dos incêndios no Algarve pode demorar algum tempo

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O Presidente da República admitiu na terça-feira que ainda poderá demorar algum tempo até se fazer o balanço do incêndio que durante dez dias lavrou na serra de Monchique e decretar as medidas de apoio às pessoas afectadas.

 Em declarações aos jornalistas, em Albufeira, no Algarve, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que o tempo de se poder dizer qual o tipo de medidas que serão implementadas “ainda não está fechado”, mostrando-se convicto de que “o Governo não faltará ao cumprimento dos compromissos assumidos”.

 O Presidente da República disse estar consciente de que há uma “pressão muito grande para que se conheçam as decisões já”, mas admitiu que ainda possa demorar “algum tempo a fazer-se a avaliação global da situação”, não só do incêndio que afectou a serra algarvia, o mais grave, até agora, como de toda a época de incêndios.

 Marcelo Rebelo de Sousa apelou ainda a que se deixe terminar a época de fogos para se ter “uma perspectiva distanciada”, sublinhando que as medidas a serem tomadas terão de constar de diplomas e uma parte delas, como aconteceu em 2017, terão de ser inscritas no Orçamento do Estado do ano que vem.

 “Eu percebo a preocupação e até alguma angústia das pessoas, também existiu em 2017 e eram muito mais pessoas e eram muitíssimos mais danos, de todo o modo, estou convicto de que na altura adequada o Governo não faltará ao cumprimento dos compromissos assumidos”, declarou.

 O Presidente da República falava junto à pista de atletismo de um hotel, em Albufeira, à margem de um treino simbólico do atleta Nelson Évora, para assinalar os dez anos da conquista da medalha de ouro no triplo salto nos Jogos Olímpicos de Pequim.

 O chefe de Estado descreveu o atleta como um “exemplo que honra Portugal” e anunciou que Nelson Évora vai ser condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito no dia 3 de Setembro, às 14:30, no Palácio de Belém.

 Marcelo Rebelo de Sousa contou também, perante a plateia, que já tentara condecorar o atleta, chegando a estar agendada mais do que uma data, mas Nelson Évora achou na altura que ainda não era o momento para ser condecorado.

 “Ele não foi campeão várias vezes num período curto de tempo, as vitórias dele são vitórias que duram mais de uma década e dez anos é uma eternidade para um atleta”, frisou.

 Depois de ter assistido ao treino, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu das mãos de Nelson Évora um par de sapatilhas para correr e a camisola oficial que o atleta levou para os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2018, mas que não chegou a usar.