Médicos portugueses de diabetes passarão a receber consoante resultados clínicos para melhorar cuida

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Médicos portugueses

Médicos portuguesesA ministra da Saúde disse que os médicos que tratam diabéticos vão ser pagos consoante os resultados clínicos, uma medida que visa aumentar a capacidade de resposta a estes doentes e melhorar os cuidados de saúde.

“Os bons resultados clínicos são ganhos em saúde e, obviamente, aquilo que queremos que haja é o aumento da capacidade de resposta ao doente diabético para que, por exemplo, tenhamos uma redução acentuada das necessidades de amputações, que são as diabetes complicadas”, afirmou Ana Jorge, à margem de uma visita ao Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão, no Estoril.
 Ana Jorge comentava assim uma notícia avançada pelo Diário de Notícias, segundo a qual os médicos da diabetes passarão a ser pagos segundo os resultados que obtiverem.

 O jornal refere que a redução de casos sem diagnóstico ou de complicações como amputações, cegueiras ou problemas renais terá objetivos contratualizados ao ano, com consultas especializadas a arrancar em 2011, sendo que as equipas e unidades vão ser remuneradas segundo resultados anuais.

 Perante isto, a ministra da Saúde explicou que “a avaliação dos profissionais e das equipas é uma maneira de ter ganhos efetivos na saúde”, sublinhando que o que está em causa “não é a actividade, mas sim a melhoria da saúde das pessoas”.
 “Todas as nossas ações, todo o nosso investimento, quer na área financeira, quer também nos profissionais, têm como objectivo melhorar a saúde”, acrescentou.

Questionada sobre se este plano poderá ser alargado a outras doenças crónicas, Ana Jorge esclareceu: “Penso que é um grande objetivo se conseguirmos pôr este em prática e, só depois dos resultados vistos, poderemos analisar outras áreas. Para já, é da diabetes que estamos a falar”.
 A ministra da Saúde visitou o Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão (CMRA) que, depois do protocolo celebrado, já pode receber doentes encaminhados por outros hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, numa “articulação facilitada” que irá melhorar os cuidados de saúde nesta área.