Medico cirurgião distinguido em Pequim

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Medico cirurgião distinguido em Pequim

Medico cirurgião distinguido em PequimO médico português Eduardo Barroso, distinguido em Pequim pelo seu “extraordinário contributo” no campo das doenças e cirurgia hepáticas, atribuiu o mérito da distinção à equipa que dirige no Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

 “Estou satisfeito, claro, mas este prémio é sobretudo im-portante para o meu grupo de trabalho”, disse Eduardo Barroso.
 “Somos já um dos melhores centros europeu”, acrescentou, referindo que em 2007 a sua equipa efectuou 140 transplantes e 300 cirurgias (fígado e pâncreas).

 Eduardo Barroso, 60 anos, recebeu a distinção na sessão de abertura do 19º Congresso da Associação Internacional de Cirurgiões, Gastroenterolo-gistas e Oncologistas (IASGO), que decorreu na capital chinesa com espe-
cialistas de dezenas de países, desde o Afeganistão ao Uruguai.
 Juntamente com o cirurgião português foram distinguidos mais dez médicos, de oito paí-ses: Japão, Franca (2), Espanha, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Rússia e Índia (2).

 Eduardo Barroso também apresentou duas comunicações e copresidiu a três sessões científicas.
 A IASGO, fundada em 1988, é presidida pelo japonês Masatoshi Makuuchi, que Eduardo Barroso descreveu como “o melhor cirurgião vivo do mundo” nesta área.

 Aquela associação define-se como uma organização “hu-manitária” empenhada na promoção do conhecimento científico e regida pelos princípios “medicina sem fronteiras” e “saúde para todos”.
 Em entrevista antes de partir para Pequim, Eduardo Barroso alertou que o seu “centro de excelência” naquela unidade de saúde em Lisboa está em risco.

 “Gostaríamos que o poder político nos reconhecesse a hipótese de só fazermos isto”, disse, referindo-se ao tratamento das doenças hepáticas, incluindo transplantes.
 Eduardo Barroso defende a criação de “centros de excelência” que se dediquem a fazer aquilo que melhor sabem.