Mediadores imobiliários temem boom de penhoras devido a subida do IMI

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Mediadores imobiliários temem boom de penhoras devido a subida do IMI

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) alertou para um “boom” de penhoras de casas devido ao aumento do Imposto sobre Imóveis (IMI) “para lá do suportável”.

 Com base no aumento de 72,7 por cento nas receitas do IMI entre 2002 e 2010, a APEMIP lamentou em comunicado que o Estado encare o património imobiliário como “se de uma fonte inesgotável se tratasse”.

Num cenário de aumento do desemprego e de diminuição dos salários, aumentar “ainda mais o valor do IMI, é elevar a taxa de esforço das famílias portuguesas para lá do suportável, provocando um ‘boom’ de penhoras de casas e as respectivas vendas ao desbarato”, lê-se

 O agravamento do IMI pelo “aumento das taxas e pela redução dos prazos de isenção é um golpe no sector imobiliário que vai gerar um empobrecimento irreversível e perigoso da classe média portuguesa, em grande parte proprietária da casa que habita”, sustentou Luís Lima, presidente da APEMIP.

 Segundo a lei, cabe às Assembleias Municipais aplicar as taxas de IMI, que podem ter um máximo de 0,7 para os prédios não avaliados e 0,4 para os avaliados.
 “Uma avaliação universal e justa do património imobiliária é necessária, mas jamais pode ser pretexto para um agravamento fiscal cego que se abaterá sobre a economia como dose fatal de um remédio”, resumiu a associação.

 Nas contas da APEMIP, entre 2002 e 2010, a receita do IMI cresceu 72,7 por cento, de 605 para 1.045 milhões.
 Nestes anos, o recorde atingido foi em 2008 quando foram recolhidos 1.102 milhões, ou seja uma subida de 82 por cento em relação a 2002.
 Em 2009 e 2010, registaram-se quebras anuais de cerca de 3,4 e 1,9 por cento, respectivamente.

Caso se mantivesse a evolução, a previsão da receita arrecadada em 2011 seria de 1.125 milhões de euros, o que traduz uma subida de 86 por cento em relação a 2002, concluiu a APEMIP.

* AUMENTO DO IMI É “GOLPE PROFUNDO NO SECTOR IMOBILIÁRIO”  – AFIRMA LUÍS LIMA

 Aumento de 72,7% do IMI desde 2002 eleva taxa de esforço das famílias portuguesas para lá do suportável, provocando um “boom” de penhoras de casas
 A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal – APEMIP – revela a evolução das receitas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) tendo por referência o ano de 2002. Dos 605 milhões de euros arrecadados em 2002 aos 1045 milhões da colheita de 2010 vai um aumento de 72,7%,

ligeiramente inferior ao recorde de 2008 quando este imposto conseguiu amealhar 1102 milhões de euros (mais 82,1% do que em 2002).
 Os dados mostram a forma como o Estado continua a olhar para o património imobiliário como se de uma fonte inesgotável se tratasse. A no-tícia do agravamento deste imposto pelo aumento das taxas e pela redução dos prazos de isenção é “um golpe profundo no sector imobiliário que vai gerar um empobrecimento irreversível e perigoso da classe média portuguesa, em grande parte proprietária da casa que habita”, afirma Luís Lima, Presidente da APEMIP.

 Num cenário de aumento do desemprego e da diminuição dos rendimentos de quem trabalha, aumentar ainda mais o valor do IMI é elevar a taxa de esforço das famílias portuguesas para lá do suportável, provocando um “boom” de penhoras de casas e as respectivas vendas ao desbarato.