Marques Mendes defende corte na Defesa e forças de segurança

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Marques Mendes

O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, defendeu cortes na Defesa e nas forças de segurança, durante um jantar conferência, em Leiria. Marques Mendes lembrou que o país tem de fazer um corte de quatro mil milhões e considerou que deve ser feito “com equilíbrio”, “bom senso” e “cortando nas várias áreas do Estado”, entre as quais a “segurança e Defesa”.

 O social-democrata salientou que “não se trata de diminuir a segurança nem a Defesa”, mas de “uma questão de organização”. E acrescentou que “é preciso cortar naquilo que ainda pode ser cortado, antes de chegar ao Estado social”.

 Por isso, aconselha o Estado a dar o exemplo “para que as pessoas percebam que estão todos a dar o seu contributo”.

 Segundo o ex-deputado, Portugal tem um rácio de polícias e militares por 100 mil habitantes idêntico à França e Ale-manha, o que “não é aceitável”.

 Apesar da “resistência” evidenciada a estes cortes, Marques Mendes espera que “o Governo não seja forte apenas com os fracos”.

 Eliminar empresas públicas foi outra medida defendida por Marques Mendes. “Há muitas empresas públicas que não fazem sentido e que podem ser perfeitamente extintas. Ninguém aceita cortes sociais nas prestações sociais, saúde, educação e segurança social, sem primeiro ver a máquina do Estado a diminuir.”

 Para o ex-presidente do PSD o encerramento de algumas empresas públicas iria resultar em “menos prejuízos, menos impostos e menos indemnizações compensatórias”.

 Criticando a postura dos vários partidos políticos que “só pensam em ganhar”, Marques Mendes considerou ser “muito difícil” garantir “consensos sociais”.

 “Qualquer partido tem sempre uma lógica: ganhar. Este primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] pode ter muitos defeitos, mas está a fazer o que é preciso. Não tenho dúvidas que vai perder as eleições, mas prefiro um primeiro-ministro que faz o que é preciso, porque é necessário, do que não faça nada”, acrescentou.

 O cenário de eleições antecipadas está fora de questão para Marques Mendes. “A mensagem que passamos para fora é: ‘estes tipos são loucos’. Se houver eleições antecipadas não tenham dúvidas de que voltar aos mercados será uma ficção, um novo resgate será uma inevitabilidade e não serão só estes impostos, mas outros mais ainda”, disse, frisando que “não será nenhum político a sofrer as consequências, mas o povo”.