Marcelo confiante na eleição à 1.ª volta

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Marcelo confiante na eleição à 1.ª volta

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa afirmou quarta-feira, no Funchal, estar confiante que será eleito chefe de Estado no dia 24 de Janeiro, porque não haverá uma segunda volta.

 “Eu acho que não vai haver esse caso [segunda volta das eleições Presidenciais]”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas num café na baixa do Funchal, no decorrer do passeio efectuado acompanhado por muitos apoiantes na Madeira, entre os quais o presidente do Governo Regional e líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque.

 “Portanto, não vale a pena cansar os nossos miolos com uma coisa que os portugueses podem resolver ‘não deixando para amanhã o que podem resolver hoje”, acrescentou o candidato.

 Marcelo Rebelo de Sousa considerou, ainda, que “as sondagens são muito evidentes, quer as das agências de sondagens, quer as da rua”, declarando: "Estou muito confiante”.

 Num momento anterior da sua acção de rua no Funchal, Marcelo Rebelo de Sousa já havia comentado que tem sentido o grande apoio à sua candidatura.

 “Por aquilo que tenho visto na rua, nestes contactos pessoais – eu tenho preferido os contactos pessoais, almoços ou jantares a comícios – porque acho que deve ser assim a Presidência, deve ser na base da proximidade. O que te-nho sentido, confirma o que as sondagens têm dito”, sublinhou.

 Marcelo Rebelo de Sousa levou cerca de uma hora a percorrer parte da Avenida Arriaga, no Funchal, sendo constantemente parado por pessoas que queriam cumprimentá-lo e tirar fotos. Passou pelas barracas do pequeno mercado biológico, ouviu um grupo de música de rua e percorreu uma das artérias da cidade onde existem lojas de produtos tradicionais e artesanato, distribuindo abraços, beijos e sorrisos.

 Num dos restaurantes, onde bebeu uma água, dirigiu-se à cozinha, onde “espreitou” as panelas para ver o que estava a ser confeccionado e provou um pastel de bacalhau, antes de sair para Câmara de Lobos.

 

* ADVERSÁRIOS  DE  MARCELO, SURPREENDIDOS PELAS SONDAGENS, INTENSIFICAM ATAQUES

 

 O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa defendeu-se quinta-feira das críticas que lhe têm sido dirigidas e, sem nomear ninguém, disse que "não estão a perceber o filme" e por isso são surpreendidos pelas sondagens.

 Numa sessão pública na Lourinhã, num auditório com cerca de 300 pessoas, o social-democrata afirmou que a sua proximidade dos portugueses não é artificial, nem algo que se possa "pedir a uma agência de marketing", e que a criticada "campanha da marmita" retrata quem ele é.

 "As pessoas não só não me conheciam como não conheciam os portugueses. Estavam duplamente equivoca-das", considerou, confessando que isso o deixou tentado a retomar o papel de comentador para dizer: "Não levem a mal, mas eu penso que não estão a perceber o filme".

 Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "há aqui dois filmes e duas campanhas", uma "que é entre um candidato e os portugueses", e outra "que é entre outros candidatos e aquele candidato em que batem todos os dias".

 O antigo presidente do PSD reivindicou ter criado "uma cumplicidade afetiva" e "uma confiabilidade" com os portugueses que foram seus alunos ou que o acompanharam como comentador, independentemente do seu posicionamento ideológico.

 Marcelo contestou que se considere "pecaminoso" esse relacionamento: "Parece que eu tinha estado a cometer algum pecado ao comunicar com milhões de portugueses ao longo de tantos anos, como se não fosse útil e importante aproximar as pessoas".

 "Eu pasmo com as pessoas não perceberem que o que é preciso é haver mais disso, e não menos", reforçou.

 No seu entender, isso não é compreendido "e depois as pessoas olham para os resultados das sondagens e surpreendem-se", mas "o que está errado é a cabeça dessas pessoas".

 Depois, respondeu àqueles que dizem "ah, mas que campanha tão esquisita que o homem está a fazer, aquela campanha de aparecer sozinho, sem séquitos à frente e séquitos atrás, com uma sandes" e que estranham "essa campanha da marmita, essa campanha tão solitária, essa campanha tão despojada".

 "Do que se trata é de deixar fluir aquilo que é a característica natural das pessoas, e utilizar essa característica ao serviço da comunidade", afirmou, acrescentando que "não é uma coisa que se possa artificialmente criar, não dá para pedir a uma agência de marketing".

 Esta sessão pública, na qual Marcelo exaltou as qualidades do país e dos portugueses e recebeu constantes aplausos dos presentes, terminou com o candidato a gritar "Portugal, Portugal" e ao som do hino nacional, a fazer lembrar um comício.

 

* Marcelo defende  aceleração do processo orçamental

 

 O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa defendeu na quinta-feira que o processo de aprovação do Orçamento do Estado para 2016 deve ser acelerado, se possível, e reiterou que fará tudo para que "tenha pés para andar".

 "Pode haver uma aceleração. Eu assisti a casos de processos orçamentais acelerados", declarou o social-democrata aos jornalistas, em Torres Vedras, acrescentando: "Tudo o que seja acelerar é bom, porque em vez de entrar em vigor mais tarde entra em aplicação mais cedo".

 Marcelo Rebelo de Sousa considerou que ainda é preciso esperar para ver se o diploma "vai parar ou não às mãos do novo Presidente, que tomará posse no dia 9 de Março", e reiterou que, se for ele o eleito, fará "os possíveis e os impossíveis para que o Orçamento tenha pés para andar".

 Questionado se tenciona promulgar de forma incondicional o Orçamento para 2016, o candidato presidencial começou por responder: "Vamos ver primeiro o que se passa em termos de tempo. Pode haver uma aceleração".

 Depois, interrogado se defende que, neste caso, deve haver uma aceleração, declarou: "Naturalmente, se for possível". Contudo, ressalvou que "isso depende da organização dos trabalhos no parlamento".

 Antes, a propósito do défice de 2015, voltou a desdramatizar o impacto da intervenção pública no Banif, referindo que se trata de "uma situação excepcional" e que pensa que a União Europeia terá isso em conta.

 "Em rigor, não é um problema de gestão orçamental ordinária, normal – é um problema excepcional, que não se esperava que existisse. Portan-to, não vamos agora entrar em, não digo pânico, em juízo negativo ou em preocupação injustificada. Houve que intervir no caso Banif, não havia como não intervir. Isto tem esta consequência, que se espera que seja excepcional", acrescentou.

 Marcelo Rebelo de Sousa falava no final de uma visita ao Campus Neurológico Sénior, em Torres Vedras, uma unidade privada de reabilitação destinada a pessoas com doenças neurológicas, que também tem espaços residenciais e uma capela.

 Durante esta visita, o professor universitário de direito conversou com elementos da direcção, profissionais e utentes. Demorou-se a ajudar uma idosa a jogar às damas com uma auxiliar e fez de animador de um jogo de palavras em que participava um outro grupo de idosos.