Marcelo condecora presidentes das câmaras de comércio luso-moçambicanas

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O Chefe de Estado português condecorou na quarta-feira com a Ordem do Mérito os dois presidentes das câmaras de comércio luso-moçambicanas, durante um almoço com empresários em que também esteve o Presidente moçambicano, num hotel de Maputo.

 "Com a permissão do senhor Presidente Filipe Nyusi", Marcelo Rebelo de Sousa chamou ao palco os presidentes da Câmara de Comércio Moçambique/Portugal, o moçambicano Daniel David, e da Câmara de Comércio Portugal/Moçambique, o português João Navega.

 O Presidente da República de Portugal apontou-os como "dois obreiros incansáveis da construção de um novo dia entre os dois países no domínio da economia", considerando que, sem o seu trabalho, "provavelmente, muitos dos investimentos que foram feitos nos últimos anos em Moçambique não teriam tido lugar".

 No discurso que fez neste almoço com empresários moçambicanos e portugueses, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que todos devem "reflectir sobre as recomendações internacionais para tornar o ambiente de negócios em Moçambique ainda mais competitivo".

 "É importante respeitarmos todos e fazermos respeitar as leis e normas existentes no país no domínio laboral, mas é igualmente importante termos a ambição de empreender reformas nas normas, mé-todos ou atitudes, quando os mesmos se tornarem contra-producentes à criação de mais empregos e maior riqueza para todos", acrescentou.

 Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "o potencial de crescimento da economia moçambicana é enorme " e "trará um retorno a quem acreditar neste grande país".

Às autoridades moçambicanas, o Presidente português disse que "podem contar com Portugal".

 Aos investidores portugueses, disse que têm o seu reconhecimento e admiração, desejou sucesso e pediu que "sejam exemplares no conhecimento e aplicação das leis moçambicanas", para que a comunidade portuguesa seja "admirada e respeitada socialmente".

 Por fim, agradeceu "a todos os moçambicanos que aqui promoveram e valorizaram os investidores e o investimento português, sem complexos, sem nacionalismos económicos".