Maláwi rejeita importação de energia de Cabora Bassa

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energia da hidroeléctrica

energia da hidroeléctricaO Presidente do Maláwi rejeitou a possibilidade de importar energia da hidroeléctrica moçambicana de Cabora Bassa, por ser um negócio “inviável” e um “desperdício”.

 Segundo o Presidente malawiano, Bingu wa Mutharika, que falou aos jornalistas na capital do Maláwi, Lilongwe, “a ligação à HCB (Hidroeléctrica de Cabora Bassa) iria favorecer apenas Moçambique, porque mesmo sem consumir toda a energia fornecida, o Maláwi seria obrigado a pagar mensalmente um milhão de dólares àquela empresa”.
 Citado pela Rádio Moçambique (RM), Bingu wa Mutharika considera tratar-se de um negócio “inviável” e sublinhou que “como Presidente do Maláwi não vai autorizar que tal aconteça, porque isso significaria o desperdício das poucas divisas de que o país dispõe”.

 Dados oficiais indicam que a economia malawiana perde, todos os anos, devido à fraca energia eléctrica de que dispõe, cerca de 182 milhões de euros, um valor que representa 4,4 por cento do seu PIB.
 Especialistas da indústria energética, referidos pela RM, entendem, por isso, que o Maláwi poderia poupar esse valor, se optasse pela energia da HCB, contra o pagamento anual de cerca de nove milhões de euros.

 O chefe de Estado malawia-no afastou também a hipótese de assinar um acordo com o Banco Mundial, com vista ao empréstimo de 36,7 milhões de euros para a construção de uma linha de transporte de energia eléctrica a partir da província moçambicana de Tete, onde se localiza a HCB, até o Maláwi.
 O financiamento iria permitir ao Maláwi ter 485 megawatts de energia, mais 200 do que dispõe atualmente, já considerados insuficientes, num país onde apenas sete por cento dos 13 milhões de habitantes têm acesso à energia eléctrica.

 Para não depender de Moçambique, Bingu wa Mutharika explicou que o país vai potenciar o uso dos seus re-cursos hídricos para produzir a energia de que necessita.
 O Maláwi que faz fronteira com Moçambique a centro e norte.