Mais de quinhentas pessoas no “Afrikaans Party” da ACP de Pretória

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 O intitulado convívio “Afrikaans Party”, realizado na noite de sábado, 27 de Julho, na ACP de Pretória, que com jantar em moldes de “self-service”, teve na sua ementa diferentes especialidades, incluindo o bom camarão e a doçaria para sobremesa, nele participando um número a ultrapassar as quinhentas pessoas, devido ao título do evento a sua maioria sul-africana, a encher por completo o vasto salão nobre, contando-se entre os presentes da nossa comunidade, a presidente dos Lusíadas, Paula de Castro, a conselheira por Pretória, Helena Rodrigues, e a coordenadora no Tshwane do “Child Welfare”, Nina de Caires, além de outras co-nhecidas famílias que normalmente comparecem aos eventos que ali são realizados.

 Finda a refeição os presentes assistiram à actuação dos jovens artistas Lara, Megan e Leonard, da escola de música sul-africana HTS, e dos consagrados Adam e Arno Jordaan, estes que na verdade demonstraram em palco toda a sua capacidade artística, diremos mesmo, pela sua voz e números que escolheram para as suas actuações, por vezes fazendo-se acompanhar à viola, do melhor que em artistas sul-africanos temos visto em eventos promovidos na ACPP, isto a avaliar pelas constantes salva de palmas, e o grande número de dançarinos a encher por vezes a pista de dança, animação que se prolongou até madrugada.

 Dada a ausência do presidente da assembleia-geral da ACPP, comendador Mário Ferreira, na altura em Portugal, além de sua esposa Carla Ferreira como líder da comissão de festas da colectividade, colaboraram activamente neste concorrido convívio, os elementos que fazem parte da actual comissão directiva que dirige os destinos desta Associação, tudo no aspecto geral ali correndo de forma digna e a contribuir para o bom nome da instituição.

 Com os tempos cada vez mais difíceis, conseguir hoje reunir meio milhar de pessoas num jantar, é caso para felicitar quem o promove, nele colabora e participa, se bem neste caso em minoria portuguesa, só que dadas as dificuldades que os tempos nos mostram, os directores dos nossos clubes, neste caso específico a ACPP com o seu grande património, têm que pensar no melhor que se poderá fazer, para assim conseguir contrabalançar as receitas com as despesas, e desta forma manter abertas as suas portas, porque infelizmente se estiverem só à espera da presença de membros da comunidade, só podem esperar dores de cabeça, muito embora a sua língua nunca deva ser ignorada ou posta de parte.

 Vem isto a propósito, como ali ouvimos, do reparo de alguns portugueses pelo facto de talvez devido aos rigores do frio que por esta altura se faz sentir, o cortinado ter escondido a elegância do salão como são os quadros alusivos a todas as províncias do nosso país, únicos do género, tanto em salões de Portugal, como no mundo da emigração portuguesa, assim como não terem ouvido pelos que em palco deram as boas-vindas e agradecimento a presenças, anunciaram a abertura do “bufet”, e indicaram o nome dos artistas a actuar naquela noite, apena em inglês e afrikaans, talvez levados pela esmagadora maioria ali naquela noite ser sul-africana, se bem que algumas palavras na língua de Camões, nem que fosse apenas para os que nos visitavam pela primeira vez ficarem com uma ideia da nossa capacidade, e a saber estarem em propriedade portuguesa, não lhe ficariam nada mal, e satisfaziam todas as partes.