Mais de 20 portugueses feridos nos atentados de Bruxelas

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Mais de 20 portugueses feridos nos atentados de Bruxelas

Pelo menos 21 cidadãos com passaporte português ficaram feridos no duplo atentado terrorista de terça-feira em Bruxelas, disse à agência Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

 Os atentados mataram 28 pessoas, revelaram no sábado as autoridades, explicando que o balanço anterior que apontava para 31 mortos incluía os três bombistas suicidas.

 “Há 28 vítimas e três bombistas suicidas cuja morte está confirmada”, declarou à AFP o porta-voz do centro de crise belga, Benoît Ramacker.

 As autoridades haviam avançado na quarta-feira, no rescaldo dos atentados suicidas no Aeroporto e no Metro de Bruxelas, um balanço de 31 mortos. Este balanço incluía os três terroristas (dois no aeroporto e um no metro), cujos corpos na altura não puderam ser identificados.

 Entre as 28 pessoas que morreram, 24 foram identificadas: 14 mortas no Aeroporto de Bruxelas-Zaventem e dez na estação de Metro de Mael-beek. Das 24 vítimas mortais já identificadas, 13 são belgas e onze estrangeiras de oito nacionalidades diferentes.

 Segundo o centro de crise, o número de feridos é de 340 (de 19 nacionalidades diferentes, além dos belgas), dos quais 101 continuavam internados no sábado. Entre esses, 62 encontravam-se nos cuidados intensivos e 32 numa unidade de queimados.

 “O balanço ainda é provisório, porque infelizmente ainda há um grande número de feridos nos cuidados intensivos”, especificou o porta-voz.

 Os ataques terroristas de terça-feira deverão ter um custo para a Bélgica, de cerca de quatro biliões de euros, estimou o jornal local Het Nieuws-blad, com base em contas de um especialista.

 Peter Vanden Houte, economista chefe de um banco, referiu que, numa primeira aná-lise, o custo dos ataques representa cerca de 0,1% do Produto Interno Bruto da Bél-gica, o que significa aproximadamente quatro biliões de euros.

 “Se a ameaça terrorista persistir ou mais ataques ocorrerem, os custos vão elevar-se”, analisou o especialista, garantindo que os custos de reconstrução representam uma “pequena parte dos custos”, já que perdas mais significativas se relacionam com o encerramento de serviços, como os transportes, e de outros negócios.

 O especialista notou as perdas nos cafés, restaurantes e lojas encerrados e a possibilidades de, a curto prazo, não haver muitos clientes.

 Por seu lado, a empresa de análise IHS adiantou a previsão do “impacto negativo de curta duração na economia belga”, sobretudo devido às quebras no consumo e no turismo.