Mais de 1.900 empresas registadas no Centro Internacional de Negócios da Madeira

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Mais de 1.900 empresas registadas no Centro Internacional de Negócios da Madeira

No final de 2013 eram 1.903 as empresas a operar no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), 50 das quais estavam fisicamente instaladas na Zona Franca Industrial, revela um relatório.

 De acordo com o documento da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, outras 1.590 empresas desenvolviam a sua atividade ao nível dos serviços internacionais e as restantes 263 estavam ligadas ao Registo de Navios da Madeira (MAR).

 A Madeira acolhe empresas de serviços e ‘trading’, gestão de ativos, propriedade intelectual, telecomunicações e ‘e-business’. Já a Zona Franca tem instaladas empresas ligadas à indústria alimentar, bebidas e tabacos, biotecnologias e produção de energia, entre outras.

 Das 263 embarcações registadas no MAR a 31 de Dezembro de 2013, 166 são navios de comércio, 57 embarcações de recreio e 40 iates comerciais. São maioritariamente alemães, italianos e espanhóis os armadores que registam os seus navios no MAR, indica o documento.

 No final do ano passado 616 trabalhadores desenvolviam a sua atividade na Zona Franca e 2.313 em empresas que desenvolvem a sua atividade em serviços internacionais.

 Outros 3.387 profissionais são tripulantes dos navios e embarcações registados no MAR.

 

* Centro Internacional de Negócios garantiu 14% da receita fiscal da Madeira em 2013

 

 A actividade desenvolvida no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) foi responsável por 14% de toda a receita fiscal da Madeira em 2013, totalizando 123 milhões de euros, revela um relatório.

 De acordo com o documento da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, as empresas sediadas na Zona Franca Industrial e no CINM pagaram 73,6 milhões de euros de IRC (imposto sobre o rendimento coletivo), o que representou 41% da receita gerada pelo imposto cobrado aos lucros de todas as empresas madeirenses.

 A actividade foi igualmente responsável por outros 39 milhões de euros de IVA (imposto sobre o valor acrescentado), com os cerca de três mil trabalhadores que desenvolvem a sua atividade na região a pagarem cerca de 10 milhões de euros de IRS (imposto sobre o rendimento singular).

 De acordo com o mesmo relatório, as empresas que desenvolvem a sua atividade na Zona Franca e no CINM investiram 200 milhões de euros no ano passado.

 Já o capital social agregado às empresas a operar no CINM da Madeira totalizava 6.296 milhões de euros, mais do que toda a riqueza gerada pela atividade económica da Madeira.

 Desde o ano de 2010, altura em que o CINM enfrentou a instabilidade do regime fiscal, até dezembro de 2013, abandonaram o centro 785 empresas.

 O melhor ano do CINM foi em 2000, quando estavam naquele centro 5.978 sociedades registadas.

 Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, referentes ao ano de 2002, a Zona Franca e serviços internacionais eram responsáveis por 21% do PIB (Produto Interno Bruto) regional, 18% dos quais, gerados pelos setores não financeiros e apenas 3% pelas actividades financeiras enquadradas no seu âmbito.