Maior unidade de produção de ovos de Portugal em Proença-a-Nova

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produção de ovosA maior unidade de produção de ovos em Portugal, com capacidade para produzir diariamente 800 mil ovos, vai ser instalada em Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, pelo grupo Derovo, que tem sede em Pombal, anunciou a administração.

 “Pensamos que nos próximos três, quatro meses teremos as licenças para arrancar com a construção”, afirmou à agência Lusa José Leitão Amaro, acrescentando que “se nada impedir a construção durante o ano de 2010”, dentro de dois anos o investimento “estará concluído”.
 Além de um aviário, para um milhão de galinhas poedeiras, a unidade vai contemplar uma área de pré-pasteurização de ovos, um centro de classificação de ovos e uma unidade de produção de energia, alimentada pelos dejectos das galinhas.

 José Leitão Amaro adiantou que se trata de um investimento de 26 milhões de euros que vai criar 60 postos de trabalho, justificando a sua criação com a entrada em vigor, a partir de 2012, da designada directiva de bem-estar animal, que obrigará os avicultores a “profundas alterações”.
 “Aquilo que os avicultores nossos accionistas, nossos fornecedores, nossos parceiros entenderam é que, independentemente de adaptações que possam ou queiram fazer nas suas unidades, valia a pena fazer um esforço conjunto para fazer uma unidade de grande dimensão, altamente sofisticada e, do ponto de vista ambiental, em condições óptimas”, explicou o empresário.

 Por outro lado, o presidente da Derovo sustentou que a aplicação daquela directiva “vai causar uma quebra substancial da produção de ovos”, não apenas em Portugal, como em toda a União Europeia.
 “Naturalmente, a Derovo e os seus accionistas querem ter garantido o abastecimento destas unidades onde estamos neste momento envolvidos sem ter que estar completamente dependentes, no limite, de produções de fora da comunidade que, curiosamente, não são obrigadas a cumprir os princípios nem de bem-estar, nem sanitários que são exigidos na Europa”, observou o empresário.

 Segundo o responsável, o investimento que vai nascer em Proença-a-Nova, a Derovo 2, é um projecto da Derovo com os seus accionistas individualmente.

José Leitão Amaro fundamentou a escolha de Proença-a-Nova porque “não é indiferente fazer no interior do país ou no litoral”.
 “Também é estratégico em termos vias de comunicações e também não foi indiferente o trabalho do presidente da Câmara de Proença-a-Nova que disputou entre vários destinos este projeto”, declarou.

 O grupo Derovo nasceu em 1994 da união de quase 100 por cento do sector para produzir ovo pasteurizado, referiu o presidente do grupo Derovo, explicando que tem actualmente cerca de 90 accionistas que representam 95 por cento dos produtores de ovos do país.
 As unidades do grupo produzem ovo líquido, ovo em spray, creme de pasteleiro, ovo cozido pronto a comer, omeletas prontas congeladas e alguns doces tradicionais portugueses, como os fios de ovos.

 O grupo afirma-se ainda como a única empresa do mundo que produz a bebida “fullprotein”, à base de clara de ovo, consumida por atletas de alta competição ou doentes que precisam de produtos fortemente proteicos.

O grupo Derovo, que produz derivados de ovos, está a construir uma unidade em Pombal com capacidade para fabricar anualmente 15 mil toneladas de sobremesas, disse à agência Lusa o presidente do conselho de administração.
 José Leitão Amaro adiantou que a fábrica, a DoceReina, é um investimento de 10,3 milhões de euros, financiado em quatro milhões de euros pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), e vai gerar 40 novos postos de trabalho.

 “Já pusemos a primeira pedra, já começámos as terraplenagens, já estão em fabricação os equipamentos. Vamos iniciar muito rapidamente a construção do edifício e pensamos este ano estar em produção”, afirmou o responsável.
 Gelatinas e sobremesas de fornos, como pudim e toucinho-do-céu, são as iguarias com que a unidade vai começar a produção.

 José Leitão Amaro explicou que a fábrica resulta de uma parceria com a empresa Postres y Dulces Reina, com sede em Múrcia, “o maior operador de sobremesas em Espanha”.
 “[A Postres y Dulces Reina] queria construir uma unidade para abastecer o norte de Espanha e queria também entrar em Portugal e chegou à conclusão de que a melhor maneira de desenvolver a sua actividade (…) era o grupo Derovo, pela sua posição no mercado, pela sua força de distribuição”, referiu o empresário, observando que este era o “mercado natural”.

 Por seu turno, o administra-dor executivo, Amândio Santos, acrescentou que o grupo, com sede em Pombal, é fornecedor estratégico deste tipo de indústria, com os ovos.

 “As sobremesas são um produto complementar ao negócio principal do grupo”, declarou Amândio Santos, lembrando que na fábrica Derovo em Pombal são utilizados diariamente 1,5 milhões de ovos.

 “Quanto mais sobremesas produzirmos, mais ovos podemos incorporar e, portanto, é uma forma de criar sinergias e sustentabilidade às nossas fábricas de rectaguarda”, afirmou José Leitão Amaro, adiantando estar em curso a adaptação do sabor das sobremesas já produzidas em Espanha e que vão ser feitas em Pombal ao “gosto português”.