Magusto rendeu 150.000 randes à Beneficência

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Magusto rendeu 150.000 randes à Beneficência

A Sociedade Portuguesa de Beneficência teve uma receita líquida de 150.000 randes com a Festa do Magusto realizada no penúltimo fim de se-mana nos terrenos do Lar da Terceira Idade Rainha Santa Isabel, em Albertskroon.

 A informação foi dada pelo presidente da Academia do Bacalhau de Joanesburgo, Nelson Reis, durante o convívio daquela tertúlia na quinta-feira no Restaurante Adega, em Bedfordview, quando agradeceu a colaboração dada ao evento por alguns compadres.
 Questionado sobre a não entrega do cheque da Academia à Beneficência durante o Magusto, inicialmente tida como unilateral na sequência do pedido de demissão apresentado pelo vice-presidente Sérgio de Oliveira, o presidente Nelson Reis deu uma resposta pouco consistente, alegando para a decisão a fraca presença de membros da sua Direc-ção naquela festa.

 Anunciou que o referido cheque, no valor de 160.000 randes, seria entregue à Beneficência durante o Almoço de Natal da Academia, marcado, em princípio, para a próxima quinta-feira, dia 1 de Dezembro, no Restaurante Adega. Outra data será ainda possível, se for levada em consideração a observação feita por vários compadres que aludiram ao facto do Almoço de Natal da Academia ter sido realizado, no passado, habitualmente aos domingos, abrangendo a participação das famílias e até dos filhos e netos, inclusivamente com a distribuição de binquedos pelo Pai Natal. Só assim se entende a celebração do Natal, que é a festa da família.

 A excelente receita realizada no Magusto deve-se ao trabalho desenvolvido por uma empenhada equipa de voluntários, na qual há a destacar os nomes de José João Abreu, Matilde Abreu, Samuel Sampaio, Isabel Policarpo, Paulina Sousa, Lídia Sousa, Lucinda Sousa, Elisabete Silva, Celeste Abreu, Albina Teixeira, Te-resa Pestana, Fernanda Sequeira, Olinda Gouveia e sua mãe de 80 anos de idade, Ce-leste Sampaio, Sandra Abreu, Estela, Teresinha, Rui Carvalho, Dias, que assumiram ta-refas na cozinha, no salão de chá, na venda de senhas e no bar, e fundamentalmente à grande generosidade do Mannie Atouguia, que ofereceu, através do Liquor City, todos os vinhos consumidos na festa, incluindo os vendidos.
 As castanhas, de inferior qualidade às do ano anterior, foram vendidas depois de assa-das a 30 randes a dúzia, e as que sobraram da festa a 150 randes o quilo, isto é, com um aumento de 50 por cento relativamente ao ano passado, isto devido ao pagamento do transporte aéreo, que anteriormente era gratuito, graças à generosidade da TAP.

 Acorreram à festa mais de 1.500 pessoas, não tendo a Beneficência aproveitado este grande fluxo de visitantes para promover a venda das casas do complexo residencial da chamada “Fundação de Caridade Santa Isabel”, cuja comercialização foi entregue à agência de transacções imobiliárias Seeff, agentes que o presidente da Direcção da SPB, Jorge de Freitas, mencionou no seu discurso ao falar do empreendimento.
 A Seeff esteve presente com propaganda no Magusto de 2010 e a Comunidade interroga-se como é que durante um ano não foi vendida uma única casa daquele complexo imobiliário, onde a Beneficência tem improdutivamente pa-rados cerca de 17 milhões de randes dos seus capitais próprios.
 Esta uma das explicações que a Direcção da Sociedade Portuguesa de Beneficência terá que dar aos membros da instituição e a todos os benfeitores na próxima Assem-bleia Geral, marcada para 12 de Dezembro, mas que o presidente da Direcção, por seu desejo, gostaria de ver realizada só no próximo ano, depois de algumas casas já vendidas, desanuviando assim um problema que, pelos seus sucessivos atrasos em maté-ria de legalizações, parece incómodo para os responsáveis por este insucesso.