Mafalda de Almeida homenageada em Pretoria pela ( USBE) Universidade Sénior Boa Esperança

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Mafalda de Almeida homenageada em Pretoria pela ( USBE) Universidade Sénior Boa Esperança

Foi com muito entusiasmo que cerca de oitenta alunos da (USBE) Universidade Sénior Boa Esperança homenagearam a sua grande colaboradora e amiga Mafalda Almeida, que dentro em breve deixa a África do Sul, para se juntar a seu marido dr. Pedro de Almeida, que durante cerca de quatro anos foi secretário da embaixada de Portugal, em Pretoria, e actualmente a exercer essa sua actividade na representação diplomática portuguesa, em Timor Leste.

O convívio em mesas recheadas das mais variadas iguarias, mais parecendo um requintado banquete, pelo seu conjunto de especialidades, uma tentação a convidar quebrar possíveis dietas ou abstenção de quem quer manter a elegância, teve lugar na residência do casal de comendadores Estevão e Manuela Rosa, pelas 10 horas da manhã de terça-feira última, 15 de Maio, onde a homenageada foi recebida com palmas e canções entoadas por todos os presentes, que comoveram Mafalda Almeida, e a que depois se juntaram à homenagem, a conselheira da embaixada, dra. Gabriela Soares de Albergaria, e o coordenador do ensino de português na África Austral, dr. Rui Azevedo.
A comendadora Manuela Rosa dirigiu a seguir algumas palavras de agradecimento à homenageada, pela sua colaboração incondicional e entusiasmo desde o primeiro momento a esta Universidade Sénior, onde a sua disponibilidade e entrega a esta causa foi realmente extraordinária, tudo fazendo em regime de voluntariado e desinteressadamente, pensando apenas na valorização dos seniores, trabalhando em todos os sectores, mas mais especificamente no campo da informática, onde deu lições em sua própria casa e na sede da Liga da Mulher Portuguesa, sem nunca receber qualquer pagamento pelo seu trabalho e deslocações, daí este merecido reconhecimento por tudo isso que fez pela comunidade portuguesa da África do Sul, que com o seu exemplo de bondade, dádiva e amor ao próximo, cativou a amizade e simpatia de todos os que tiveram o prazer de lidar consigo.
Em reconhecimento as toda essa sua entrega, afecto e amizade que a todos sempre dedicou, foi-lhe entregue lembrança pelo director da USBE e presidente do conselho de gestão, Eng. Tony Costa, em nome de todos os presentes, e por Manuela Rosa ramo de flores preparado por Inês Balanco, aluna desta mesma universidade sénior, com o grupo coral a dedicar algumas canções a Mafalda Almeida, e lidos alguns versos escritos por Ilda Escórcio a enaltecer a homenageada.
Nas palavras que a homenageada ali proferiu, começando por a todas saudar e agradecer esta deferência, Mafalda de Almeida mostrando-se reconhecida à abertura com que a receberam em Pretoria, confiança que em si depositaram e carinhosas manifestações de amizade de que sempre foi alvo, que considerou muito inspiradoras e bastante enriquecedoras conhecê-las a todas e apreciar as histórias tão diferentes e corajosas de cada uma, apreciando muito a coragem com que no final de vida se abriram aos computadores, que de início achavam muito difícil e depois acabaram por supera, porque se adaptou perfeitamente à vida de arriscar e saber estar longe de casa, qualidades que desconhecia e muito apreciou em todas elas, que agora tem no seu lote de amigas, e no seu meio sempre se sentiu como em casa.
Agora que vou para Timor, continuou, é que me parece ir para o estrangeiro, esquecendo-me que já estou fora de Portugal há quatro anos, tal como da mesma forma me lembro que estou em Portugal quando lá chego, porque com toda esta boa convivência, falar português com todas vós, que tanto me acarinharam e encheram de mimos, o estar na África do Sul, longe de casa, foi sempre para mim como se estivesse em Portugal e ao pé da família, prosseguindo:
“Nem a ida há cerca três meses do meu marido para Timor, me assustou ficar este tempo sozinha em Pretoria, porque sabia de antemão que se algo me acontecesse ou precisasse, sabia a quem recorrer em caso de necessidade, apenas se fosse caso disso, um problema se apresentava, a quem iria telefonar, de modo a que as outras não ficassem magoadas”, finalizando a sua intervenção com esta afirmação, a merecer grande ovação de quantos a escutavam:
“Foi realmente muito enriquecedor conhecer-vos a todas, de quem ouvi histórias bastante diferentes, mas em comum de grande coragem, sempre com sentido de ir para a frente na vida sem desânimo, sem desculpas nem motivos para parar, daí me sentir orgulhosa de todas vós, da vossa coragem, dedicação e modo de enfrentar sem desânimo problemas e dificuldades, que me levam a ambicionar de quando for grande querer ser como vocês”.