Lusodescendentes incentivados a ingressarem na Marinha canadiana

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Uma associação de ex-combatentes da guerra do Ultramar no Canadá estabeleceu uma parceria com a marinha canadiana para “incentivar os lusodescendentes naquela força e a beneficiarem das vantagens”, disse fonte da instituição.

 “Nós somos um povo do mar, descobridores do mundo, porque não dar a continuidade da nossa história aos nossos jovens”, afirmou o presidente da Associação do Ontário dos Ex-Combatentes do Ultramar-Núcleo de Toronto, Armando Branco.

 O dirigente justificou que devido à falta de informação não se “desperta nos jovens o interesse pelo serviço militar, pela marinha, ou até pelo exército ou pela força aérea”.

 A associação apresentou o projecto de parceria numa conferência de imprensa, na sede em Toronto, com a presença de elementos lusodescendentes da marinha canadiana, incluindo o comandante na reserva da base naval HMCS NCSM York Walter Moniz.

 “Esta é uma oportunidade para servirem o Canadá e representar as suas famílias e a comunidade portuguesa. Vão aprender aquelas habilidades, não só para o serviço militar, mas para o futuro, quando deixarem a marinha, nos seus trabalhos enquanto civis. Nunca se arrependerão dessas experiências, e dessas oportunidades”, justificou Walter Moniz.

 O oficial na reserva da marinha de guerra canadiana destacou os benefícios e ferramentas que os jovens lusodescendentes terão ao ingressarem na marinha, pois além de oportunidades de emprego, terão ainda “ajuda financeira para prosseguirem os estudos”.

 “Quando tiverem mais de dez anos, o departamento dos veteranos poderá ajudá-los financeiramente. Quando for dispensado terei acesso a quase 80 mil dólares canadianos (54,8 mil euros) para a educação. Há grande oportunidades para prosseguir os estudos através da marinha”, explicou.

 Filho de emigrantes dos Açores, Walter Moniz mostrou-se ainda “muito orgulhoso das suas origens portugueses” e lembrou um “momento marcante da sua carreira” quando serviu num exercício da NATO em 2000.

 “Já tive a oportunidade de servir junto do NRP Vasco da Gama em 2000, num exercício da NATO, com o HMCS Halifax. Foi um momento muito emocionante ao trabalhar com marinheiros e oficiais da marinha portuguesa. Estou muito orgulhoso da nossa história e quero continuar a prestigiar os nossos antepassados no Canadá”, concluiu.