“Lusíadas” de Pretória foram agraciados pelo Presidente Português com a Comenda da Ordem de Mérito

0
123
“Lusíadas” de Pretória foram agraciados pelo Presidente Português com a Comenda da Ordem de Mérito

Reconhecido à causa humanitária que a Associação de Bem Fazer “Os Lusíadas” abraça desde a sua fundação em Setembro de 1974, foi pelo Presidente Português agraciada a 15 de Junho de 1999 com a comenda da Ordem de Mérito, aquando da deslocação à África do Sul do então Chefe de Estado, Jorge Sampaio, a convite do homólogo Nelson Mandela, para as cerimónias de investidura de Thabo Mbeki como alto magistrado da nação arco iris.

 Na altura Sampaio estava acompanhado do seu assessor militar tenente-coronel Arménio Vilarinho Alves; da consultora para a comunicação social, dra. Susana Zarco; do consultor para a emigração, dr. Nuno Botelho; ajudante de campo major Carlos Manuel Coutinho Rodrigues; e do secretário do protocolo de estado, dr. Luís Ferreira dos San-tos, individualidades estas que estiveram presentes na recepção que o dr. Jorge Sampaio ofereceu à comunidade, na residência da embaixada de Portugal, em Pretória, na qual participaram directores de empresas, diplomatas e membros do corpo diplomático, presidentes de colectividades lusas, conselheiros comunitários, comendadores, comunicação social, professores, comerciantes, empresá-rios, advogados, funcionários públicos, ranchos folclóricos e instituições de beneficência, num total de mais de duzentas pessoas.

 Na atribuição da comenda aos Lusíadas, marcaram presença o embaixador Fernan-des Pereira, os membros da instituição, vice-cônsul Mário Silva, Francisco da Ponte, José Mendes, António Fernandes Braz, Joaquim Vicente Dias, José Gaspar Dias, Manuel Furriel, Manuel Bento Teixeira, José David de Sousa, Gaspar Araújo, Ivo de Sousa, e do grupo feminino, Fernanda Lavarinhas, Dina Araújo, Susana Fernandes, Cândida Piedade, Lourdes Dias, Rosa Maria da Silva, Mira Braz, Maria Alice Mendes, Guida Rodrigues, Teresa de Sousa, e Helena de Sousa, foram pelo presidente desta associação, Faustino da Cunha Lavarinhas, dadas as boas-vindas ao mais alto magistrado da Nação Portuguesa, estendendo essa saudação à comitiva presidencial, afirmando ser uma honra para si e todos os membros lusíadas, receber ali tão distinta individualidade, a quem agradeceu a comenda com que agraciou a organização, fazendo-lhe entrega do diploma de Membro Honorário da instituição, após o que passou a palavra a Mário Silva.

 Este na qualidade de membro fundador de “Os Lusíadas”, deu a conhecer aos ilustres visitantes e pessoas presentes em significativo número, e que porventura desconheciam o motivo que deu origem à criação do que inicialmente foi designado por grupo de “Bem-Fazer”, abordando também o modo como se desenvolveu e chegou à posição que por mérito ocupava na comunidade, com destaque para o grupo feminino, que na verdade se revelava activo e incansável em apoio a lares de terceira idade, orfanatos e outras instituições de caridade.

 Mediante a clara explicação que acabara de ouvir do vice-cônsul Mário Silva, sobre a nobre missão da instituição, o dr. Jorge Sampaio regozijou-se em homenagear o esforço dedicado em solidariedade desses membros lusíadas, com estas expressivas palavras:

 “Permitam-me saudar a memória de todos aqueles que contribuíram para o início e desenvolvimento desta associação, e muito fraternalmente, todos aqueles e aquelas que para além dos seus afazeres no seu dia-a-dia ainda dispõem de tempo para em espírito de solidariedade, fraternidade e proximidade, têm sabido imprimir as suas relações com os seus compatriotas e com os seus vizinhos, actuando quando é necessário actuar, e todos sabemos, olhando para trás, nem sempre foram momentos fáceis, pelo contrário, houve momentos muito difíceis, razão porque quero aqui, também, deixar uma palavra de esperança quanto ao futuro”, para em relação ao motivo que o trouxe à África do Sul afirmar:

 “Vivemos na África momentos de grande importância, porque é um momento de consolidação do novo presidente, depois de uma figura notável a nível mundial que fez a transição de uma socie-dade de um tipo, para, para uma sociedade de outro tipo, com outra abertura e outra advocacia, e embora cientes de que há problemas, como existem em todas as sociedades, a verdade é que há grandes oportunidades no futuro deste grande país, para em relação à nossa comunidade afirmar:

 A comunidade portuguesa, sempre me foi dito, mesmo em tempos doutro tipo e não menos difíceis, que como parte integrante da África do Sul, têm contribuído como cabouqueiros, levados pelo espírito que existe em vós, ajudarem de forma exemplar a todos os níveis a crescer este país, saudando por isso toda a nossa grande comunidade, e obviamente os luso-descendentes”.