Luís de Freitas soube ganhar confiança e destacar-se em organização sul-africana

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Luís de Freitas soube ganhar confiança e destacar-se em organização sul-africana

É sempre com redobrada sa-tisfação que vemos compatriotas nossos a merecer a confiança de superiores hierárquicos, ou pelas suas qualidades designados responsáveis por determinados sectores de eventos, pela sua natureza a prestigiar quem o exerce, e naturalmente se estende à comunidade a que pertence.

 Vem isto a propósito de um, nosso concidadão que nos habituamos a ver no passado e em anos sucessivos, responsável pela bilheteira do Caledonian Stadium, mais conhecido por campo do Arcá-dia, e simultaneamente a controlar as entradas, e a regular o estacionamento de viaturas, primeiro com sua esposa Sandra, e depois desta falecer, com a sua nova companheira Paula Direito, durante os meses, normalmente entre Fevereiro/Março, nos anos em que ali foi disputada a “Mini-Copa”, entre as selecções sul-africana de Pretória,

e outras de comunidades estrangeiras radicadas na capital da África do Sul.

 Ora numa competição futebolística internacional daquela envergadura, de organização exclusiva sul-africana, confiar a um casal português a receita da bilheteira, regular as entradas e a orientação de estacionamento de viaturas, sem qualquer interferência de mais ninguém, fazendo certamente com isso inveja a tantas pessoas desta terra, é porque os responsáveis confiavam plenamente na honestidade e ca-pacidade deste nosso compatriota de origem madeirense, que natural do Funchal viera para a África do Sul em 1961, e à excepção do primeiro ano que viveu em Bloemfontein, tem residido sempre em Pretória, onde inicialmente trabalhou em cafés, e depois em negócios de venda de roupa, como último neste ramo de 1984 a 2009, no conhecido armazém de confecções “Edgars”, nesses vinte cinco anos como assistente de vendas.

Segundo Luís de Freitas, esse torneio internacional de futebol conhecido por “Mini-Copa”, iniciado em princípio da década oitenta, com a designação “Pretoria News Mini- World Cup”, organização liderada por Van Schoor, de quem os irmãos Manna, Shisa e Ricky, seus directos colaboradores que mais tarde deram continuidade à competição, com todos os jogos sempre disputados no Caledonian Stadiun, pertencente ao Arcádia, clube que então presidido por Saúl Sacqs ganhou uma projecção tal que chegou a ser classificado em potencial como melhor em épocas su-cessivas no futebol sul-africano, mas com o andar dos tempos a perder essa credibilida-de, passando a partir de certa altura a integrar apenas os es-calões secundários, ao ponto de na actualidade se envolver nas ligas amadoras, na última época a segunda divisão da área de Pretória, em que se classificou numa modesta quinta posição.

 Quanto à participação anual da selecção da comunidade portuguesa de Pretória nesta “Mini-Copa”, diremos que a partir de 1990, de que passámos a ter registo, fomos campeões em seniores em 1990, 91, 93, 96, 98, 99, 2000 e 2007; na categoria de veteranos em 1997, 98, 2000, 2002, 2003, 2004 e 2007; na de fe-mininos em 2001, 2002 e 2003; e em infantis na edição de 2001.

 Como se verifica os nossos piores anos na categoria de seniores foram de 2001 a 2007, em que nem sequer nos apurámos para disputar a final nesta “Mini-Copa”, onde Portugal tinha sempre uma palavra a dizer, e se via em acção a fina flor do futebol da nossa comunidade, passando a partir daí a notar-se um certo desinteresse, com o torneio a perder gradualmente a sua projecção, até que sem o nosso suporte, assim como o de outras comunidades influen-tes na prova, como por exemplo a Grécia, acabou por ficar pelo caminho a partir de 2007, ano em que Portugal parece ter fechado a porta à competição, com a conquista em seniores e veteranos, aqui já com a designação de torneio internacional de futebol, e algum sufoco da organização.