Londres2012: Resultados fracos e modestos dos olímpicos portugueses

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Londres2012: Resultados fracos e modestos dos olímpicos portugueses

Rosa Mota deu os parabéns aos remadores Nuno Mendes e Pedro Fraga pelo quinto lugar em double scull peso ligeiro, mas reconheceu que tem havido “resultados fracos e modestos” entre os portugueses nos Jogos Olímpicos Londres2012.

  Além de um recorde nacional na natação e após uma semana de provas, Portugal apenas conseguiu um sétimo lugar no tiro por João Costa e está nos quartos de final em ténis de mesa masculino, com o remo a cotar-se até ao momento como o maior feito luso.
  Apesar de ter nomeado a judoca Telma Monteiro ao referir-se a “resultados fracos” na primeira semana, a campeão olímpica da maratona de Seul88 lembrou que ninguém mais dos que os atletas têm razões para se sentir “tristes e decepcionados”.
  “Todos estávamos à espera de uma medalha e ela própria também. O currículo dela é para sonharmos e isso não aconteceu”, comentou, lembrando que os Jogos Olímpicos “ainda não acabaram”.
  Rosa Mota foi clara: “Quem está mais decepcionado e triste são os atletas, que vinham aqui para alcançarem resultados e não conseguiram”.
  “É o caso da Telma e do atleta dos trampolins. Vinham para passar eliminatórias ou até chegar à final e não conseguiram. Eles são os que mais sofrem porque empenharam-se e sacrificaram-se e temos de estar com eles porque o Rio [de Janeiro] é daqui a pouco e, se pensarem bem, Pequim foi ontem”, comentou.
  A antiga atleta olímpica falou ainda na questão dos apoios e da conjuntura diferente em que viveu os seus tempos de atleta de alta competição, na altura da denominada geração de ouro com nomes como os de Carlos Lopes ou Fernando Mamede.
  “Tem de existir uma coisa fora dos apoios todos: o querer, o treinar e o vencer. Era isso que nós tínhamos e conseguimos”, frisou.
  Agora com 54 anos, Rosa Mota continua a ser uma presença assídua em várias provas dos portugueses, mas garantiu que não é candidata a lugares no Comité Olímpico de Portugal (COP), tendo respondido de forma espontânea e bem-humorada quando instada a comentar questões relacionadas com o COP.
  “Comité Olímpico? Não sou candidata… Beijinhos”, finalizou.

* Jessica Augusto com um sétimo  lugar que sabe a medalha

  Jessica Augusto alcançou ontem em Londres o melhor resultado de uma portuguesa na maratona olímpica desde 1996, ao terminar no sétimo lugar, recebido como uma medalha para quem se sente um “peixinho” entre “tubarões”.
  Com 2:25.11 horas, Jessica Augusto igualou a posição conseguida por Manuela Machado em Atlanta, e encabeçou o trio de portuguesas, à frente de Marisa Barros, 13.ª (2:26.13), e Ana Dulce Félix, 21.ª (2:28.12), numa corrida marcada pela forte chuvada inicial e que coroou a etíope Tiki Gelana como campeã olímpica.
  Gelana, 24 anos, detentora da segunda marca da época, negou o ouro à queniana Priscah Jeptoo, que conquistou a prata tal como nos Mundiais de 2011, enquanto a russa Tatyana Petrova Arkhipova arrecadou o bronze e afastou do pódio a também queniana Mary Kaytani, vencedora das duas últimas maratonas de Londres e apontada como favorita.