Lisboa assinala 40 anos do 25 de Novembro com cerimónia em Belém

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Lisboa assinala 40 anos do 25 de Novembro com cerimónia em Belém

A Câmara de Lisboa e a Junta de Freguesia de Belém assinalam na quarta-feira os 40 anos do fim do Processo Revolucionário em Curso (PREC) com uma cerimónia na Calçada da Ajuda.

 A cerimónia, que decorre em frente à Rua General João de Almeida, junto ao Regimento de Lanceiros n.º 2 do Exército português.

 Ali será descerrada uma placa com a inscrição “Homena-gem do povo de Lisboa aos militares e políticos que em 25 de Novembro de 1975 lutaram pela consolidação de um Por-tugal democrático, pluralista e livre”.

 Seguidamente, haverá discursos do presidente da Câ-mara de Lisboa, Fernando Medina (PS), e do presidente da Junta de Freguesia de Be-lém, Fernando Ribeiro Rosa (PSD).

 “É de registar com satisfação que, em Lisboa, conseguimos este consenso para festejar esta data tão significativa para o nosso país”, frisou Fernan-do Ribeiro Rosa em declara-ções à agência Lusa.

 Em meados de fevereiro, o CDS-PP apresentou na Câmara de Lisboa uma proposta para a elaboração de um programa evocativo das comemorações dos 40 anos do 25 de Novembro de 1975, que marcou o fim do PREC. O documento foi aprovado por unanimidade.

 O vereador centrista, João Gonçalves Pereira, disse na ocasião à Lusa que iria organizar, em conjunto com a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, o programa evocativo da data, do qual poderiam constar uma exposição, uma resenha histórica da efeméride, uma brochura informativa sobre a história da democracia em Portugal, uma conferência e uma missa em homenagem aos que morreram no 25 de Abril de 1974 e no 25 de Novembro de 1975, presidida pelo bispo das Forças Armadas. Porém, nenhuma das iniciativas avançou.

 A Lusa questionou o município lisboeta sobre as come-morações da próxima 4.ªfeira, não tendo recebido qualquer resposta até ao momento.

 Também contactado, João Gonçalves Pereira disse não querer comentar “situações que contribuam para a degradação da democracia e da política em Portugal”. Ainda assim, confirmou estar presente na cerimónia.

 

* No parlamento

 

 PS, PCP, BE e PEV não compareceram 5.ª feira na reunião do grupo de trabalho proposto pelo presidente da Assembleia da República para discutir uma eventual evocação parlamentar do 25 de Novembro de 1975, proposta pelo PSD e CDS-PP.

 CDS-PP e PSD fizeram uma interpelação à mesa no início do plenário da Assembleia da República, vincando o seu protesto pela ausência de re-presentantes dos partidos na reunião do grupo de trabalho, presidido pelo socialista Jorge Lacão (que esteve presente), no que consideraram ser um desrespeito por uma decisão do presidente do parlamento, Eduardo Ferro Rodrigues.

 Ferro Rodrigues disse ter sido informado de manhã de que os grupos parlamentares de PS, PCP, BE e PEV não se fariam representar na reunião, lamentando que não tivessem manifestado essa posição quando, na quarta-feira, em conferência de líderes foi acordada a criação do grupo de trabalho. A criação do grupo de trabalho surgiu na se-quência de uma carta enviada pelos líderes parlamentares