Liga Portuguesa: Divisão de pontos mantém ambições europeias intactas

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Liga Portuguesa: Divisão de pontos mantém ambições europeias intactas

Marítimo e Paços de Ferreira empataram a uma bola no encontro que abriu a jornada 25 da Liga. Embora ambos deixem pontos pendurados, o resultado, construído na primeira parte, permite às duas formações manterem aspirações: o Marítimo para a Liga Europa e o Paços para a Champions.

 O Paços de Ferreira não incluiu a deslocação ao Funchal nas celebrações do 63º ani-versário e cedo mostrou que manter distâncias para o Sp. Braga, na luta pelo lugar de acesso à Liga dos Campeões, fazia parte do plano de viagem.

 Embalados pelo sonho, tornado público por Paulo Fonseca, os “castores” adian-taram-se no marcador na primeira vez que se acercaram com perigo da baliza insular.

 Josué, com espaço, atirou forte, Salin opôs-se por instinto, mas acabou traído por uma atrapalhação entre Roberge e Briguel, aproveitada por Cícero para inaugurar o marcador (9m).

 Até ao golo só o Marítimo criara perigo, numa desmarcação de Suk que ofereceu o golo a David Simão, mas o médio emprestado pelo Benfica ainda não tinha calibrado a mira e atirou torto.

 Talvez por isso os verde-rubros sentissem o golo e permitissem ao Paços um par de chances para ampliar a vantagem. Vítor, de livre directo, errou por pouco o alvo (12m), e Diogo Figueiras, depois de uma cavalgada pela direita, procurou Cícero, mas o “Panzer” de Paços de Ferreira não chegou a tempo de empurrar (14m).

 Também com ambições europeias, o Marítimo recuperou folêgo, voltou a olhar para a baliza de Cássio e acabou por igualar quando conseguiu enquadrar um remate à baliza pacense. David Simão, já com a pontaria afinada, descobriu Heldon e o herói de cabo-verde, num verdadeiro mergulho de tubarão, teve cabeça para fazer o empate.

 A digestão foi complicada, mas o Paços de Ferreira voltou a ameaçar as redes insulares. Manuel José ganhou a linha de fundo e cruzou para Cícero (um autêntico quebra-cabeças) que, com um gesto técnico acima da média, ia supreendendo Salin, que respondeu por instinto (36m).

 Do lado oposto, Nuno Santos imitou o colega de corredor e, numa arrancada pela esquerda, desenhou uma oportunidade de golo a que Vítor chegou atrasado (39m).

 O Marítimo recorreu à forma inicial para responder ao maior acerco do Paços e Briguel, sobre a direita, descobriu Heldon no coração da área, mas o avançado não re-velou a pontaria inicial (45m).

 Foi um final de primeira parte intenso, com o golo a poder cair nas duas áreas. Ainda antes do apito para intervalo, Cícero teve a vantagem para o Paços nos pés: rodou bem sobre Márcio Rozário, num autêntico duelo de gigantes, mas atirou ligeiramente ao lado.

 Os insulares apareceram para a segunda parte com a ambição de contrariar a pres-tação da primeira parte, onde as melhores oportunidades caíram para o lado dos castores.

 Foram, por isso, dos verde-rubros as primeiras jogadas de perigo na segunda parte.

 Heldon, sempre em alta rotação, solicitou Sami, mas o guineense não teve cabeça para atirar para golo (49m), e depois nem Márcio Rozá-rio, nem Suk, nem Rúben Ferreira conseguiram encontrar o caminho da baliza amarela.

 Como fizera durante a primeira parte, o Paços voltou a responder com muito perigo e Vítor, isolado por Josué, esteve cara a cara com Salin, mas o remate acabou por ser aliviado por Márcio Rozário (65m).

 Os insulares responderam à letra e Suk, solicitado por Artur, teve o golo pela frente, mas o desvio foi demasiado tímido (67m).Até final a melhor oportunidade pertenceu ao Paços de Ferreira e voltou a ter Vítor como protagonista.

 Isolado por Luíz Carlos, o criativo pacense voltou a pecar na finalização na cara de Salin. Por sua vez Pedro Martins ainda tentou empurrar a equipa para a vitória mas o nó do empate estava atado com demasiada força.