Liga Europa: Sporting elimina Metalista e defronta At. Bilbao nas-meias finais

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Liga Europa: Sporting elimina Metalista e defronta At. Bilbao nas-meias finais

A “estrelinha” que tem acompanhado o Sporting na Liga Europa em futebol e o guarda-redes Rui Patrício foram determinantes para a passagem às meias-finais, depois do empate 1-1 alcançado frente ao Metalist, na segunda mão dos quartos de final.

 Um dos momentos decisivos da partida ocorreu aos 64 minutos, quando Rui Patrício defendeu um penálti cobrado por Cleiton Xavier, o qual, a ser concretizado, deixaria a eliminatória em igualdade, com o Metalist claramente “por cima”, quer do ponto de vista anímico, quer do ponto vista tático.
 A perder ao intervalo, devido ao golo de Van Wolfswinkel (44 minutos), o treinador ucraniano Myron Markevych fez o que lhe competia, arriscando a entrada de mais um ponta de lança, Devic, em detrimento de um médio defensivo, Edmar, para jogar ao lado de Cristaldo no eixo atacante, mas tal alteração não suscitou qualquer resposta de Sá Pinto.
 A verdade é que a entrada de outro ponta de lança agravou os problemas da defesa “leonina”, tanto mais que o médio mais defensivo dos “leões”, André Martins, é um jogador de baixa estatura e a sua opção inicial justificou-se pelo facto de garantir maior capacidade de segurar e circular a bola.
 Todavia, a partir do momento em que o técnico ucraniano optou pela entrada de Devic, tornou-se claro que uma das unidades do meio-campo do Sporting teria de “encostar” num dos pontas de lança, para que um dos centrais, Polga ou Xandão, sobrasse para garantir as dobras.
 Sá Pinto resolveu esperar, quiçá na expectativa de ver o que traria a segunda parte e por dispor ainda de uma margem de dois golos, para que o Metalist pudesse igualar a eliminatória, mas cedo o jogo demonstrou que tal opção se revelou um erro.
 O Metalist quase chegou ao golo aos 49 minutos, pelo ponta de lança argentino Cris-taldo, mas Polga safou o lance “in-extremis” quando nas bancadas quase se festejava.
 Oito minutos depois aconteceu mesmo, num lance em que os centrais “leoninos”, tal como se receava, foram confrontados com uma situação de 2×2, face pontas de lança do Metalist, com Devic a antecipar-se a Polga de cabeça, e a tocar para as costas de Xandão, onde surgiu Cristaldo completamente solto a finalizar.
 Depois da “casa roubada”, Sá Pinto tentou “trancá-la”, com a entrada de Renato Neto, que é um homem de marcação, com boa compleição atlética, importante nos duelos “aéreos” na área, o que obrigou ao sacrifício de Matias Fernandez, aos 60 minutos.
 Só que agora a margem de dois golos de vantagem reduzira-se para um.
 O golo do empate galvanizou ainda mais a equipa ucraniana, que, sete minutos volvidos, dispôs de uma hipótese soberana de igualar o marcador, um penálti por falta duvidosa de Insúa sobre Devic, mas Rui Patrício livrou o Sporting de um grande sarilho ao suster o remate de Cleiton Xavier.
 A ser concretizado, o penálti deixaria a eliminatória igualada e o Sporting a obrigado a fazer mais um golo, já sem a sua principal unidade criativa (Matias Fernandez) em termos ofensivos, e, finalmente, Sá Pinto assumiu que era altura de defender a preciosa vantagem de um golo.
 Primeiro seria André Santos a ser lançado, em troca com André Martins, e depois Evaldo, saindo Capel, exausto, o que obrigou à subida de Insúa no terreno, deixando o Sporting a defender com um bloco baixo e compacto, o que foi suficiente para suster um adversário que foi perdendo “gás”, quebrando animicamente com o penálti falhado e depois fisicamente na parte final da partida.
 Na primeira parte, o Sporting teve claramente a “estrelinha” da Liga Europa a brilhar pelo seu lado, ao marcar um golo “em cima” do intervalo, para o qual pouco fizera, e valeram-lhe duas defesas soberbas de Rui Patrício a retardar o primeiro golo ucraniano, aos 29 e 32 minutos, a primeira a desviar um remate de Cleiton Xavier para canto e a segunda “na cara” de Taison, que tinha tudo para abrir o marcador.