Liga Europa: golos de Óscar Cardozo levam Benfica a Amesterdão

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Liga Europa: golos de Óscar Cardozo levam Benfica a Amesterdão

No Estádio da Luz, o avançado paraguaio, com golos aos 35 e 66 minutos, foi determinante na reviravolta na eliminatória, depois da derrota por 1-0 sofrida em Istambul, na primeira mão, e entrou para a história do clube, ao marcar o golo 600 dos "encarnados" em competições europeias.

 Com esta exibição, Oscar Cardozo arrisca-se a ganhar a “imortalidade” do clube da Luz e já terá direito a um lugar na lista de jogadores históricos do Benfica.

 O caminho para a final de 15 de Maio, em Amesterdão, começou a ser desenhado por Nicolas Gaitan, aos nove minutos, enquanto o holandês Kuyt ainda deu esperança ao Fenerbahçe, quando empatou a partida, aos 23, de grande penalidade.

 Depois do desaire na Turquia, que até podia ter sido maior, o Benfica demonstrou  na Luz que é claramente superior ao Fenerbahçe e podia mesmo ter resolvido a eli-minatória mais cedo e "fugir" ao sofrimento dos minutos finais.

 Artur, com duas boas intervenções, impediu que os turcos alcançassem a sua pri-meira final europeia num palco que continuará a ser de má memória para o Fener-bahçe, depois de já terem sido goleados (7-0) pelo Benfica, na época de 1975/76, naquela que continua a ser a derrotada mais pesada desta equipa nas competições europeias.

 Depois de falhada a final em 2010/2011, quando foi eliminado pelo Sporting de Braga, o Benfica tem agora a possibilidade de conquistar pela primeira vez a Liga Europa, perante o Chelsea, mas já sabe que não vai poder contar com Maxi Pereira, que viu um cartão amarelo que o impede que jogar na Arena de Amesterdão.

 Neste "onze" de Jorge Jesus, destaque para o regresso ao 4-4-2, com Cardozo e Lima a fazerem dupla na frente, para a inclusão de Gaitan e a ausência de Melgarejo, até aqui totalista na competição, acabando André Almeida por ocupar o lugar de defesa esquerdo, como já tinha feito frente ao Marítimo.

 No Estádio da Luz quase lotado, "vestido" de vermelho com uma "mancha" amarela (e bem barulhenta) no topo norte, a entrada do Benfica na partida foi simplesmente avassaladora, perante um Fenerbahçe que cedo mostrou que iria sofrer (e muito).

 As ausências de Mehmet Topal e Raul Meireles no meio-campo turco fizeram-se notar, com os "encarnados" a dominarem inteiramente o encontro, perante um adversário que simplesmente não conseguia sair a jogar.

 Sem surpresa, Gaitan empatou a eliminatória logo aos nove minutos, com toque soberbo (e cheio de classe), após centro rasteiro de Lima.

 Num ritmo frenético, o Benfica foi somando oportunidades atrás de oportunidades, mas viu o seu esforço ir por água abaixo, quando viu o árbitro da partida marcar uma grande penalidade a favor dos turcos, por pretensa mão de Garay.

 Aos 23 minutos, Kuyt converteu com sucesso o penálti, não dando hipóteses a Artur, num golo que caiu do céu para o Fenerbahçe.

 O Benfica sentiu, e muito, o tento sofrido e a formação Istambul aproveitou para equilibrar a partida, com o senegalês Sow, em dois lances praticamente seguidos, a assustar o guarda-redes dos "encarnados".

 O jogo entrou numa fase nervosa, mas, mesmo com mais coração do que cabeça, o Benfica conseguiu relançar a eliminatória ainda antes do intervalo, com Cardozo a so-mar o seu quinto golo na prova, aos 35 minutos, com o seu "típico" remate de pé es-querdo à entrada da área.

 No regresso dos balneários, o Benfica continuou a demonstrar a sua clara superioridade perante uma equipa turca que se foi remetendo à sua defesa, tentando segurar a curta vantagem, mas de uma forma desacertada.

 Por isso, sem grande surpresa, Cardozo apareceu completamente sozinho na área turca, aos 66 minutos, e bateu Volkan, no golo que acabaria por valer a final ao Benfica.

 A precisar de um golo para salvar a eliminatória, o Fenerbahçe foi obrigado a subir no terreno mas nunca conseguiu colocar a defesa "encarnada" em perigo.

 Sow e Stoch ainda obrigaram Artur intervir, em lances em que o guarda-redes pareceu ter tudo controlado. Aliás, ficou a ideia de que o Benfica sofreu sem necessidade até final, já que teve espaço para poder matar de vez a eliminatória em lances de contra-ataque.