Liga Europa: Darwin salvou o Benfica frente ao Rangers

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Benfica e Rangers empataram quinta-feira a três golos, em jogo da quarta jornada do grupo D da Liga Europa de futebol que os ‘encarnados’ estiveram a perder até poucos segundos do apito final.

  No Estádio da Luz, o Benfica ficou em vantagem logo aos dois minutos, graças a um autogolo de Goldson. Diogo Gonçalves, aos 24, retribuiu a ‘prenda’ escocesa, colocando o marcador em 1-1, e um minuto depois foi Kamara a marcar, concretizando a ‘cambalhota’ escocesa no marcador. Já na segunda parte, Alfredo Morelos (51) ampliou para 3-1, mas o Benfica conseguiu o que parecia impossível perante uma exibição tão desinspirada e alcançou o empate com golos de Rafa (77) e Darwin (91).

  Com este empate, Benfica e o Rangers dividem a liderança do grupo D, com sete pontos, com as ‘águias’ a visitarem a Escócia no próximo dia 26, no jogo que possivelmente decidirá quem vence o grupo.

  Num jogo frente à equipa que Jorge Jesus reconheceu que era o principal adversário deste grupo D, dificilmente o Benfica podia ter sonhado com melhor começo: logo aos dois minutos, um autogolo de Goldson colocou as ‘águias’ em vantagem.

  Rafa pressionou Helander na saída de bola, ga-nhou o duelo com o central sueco e, ao tentar as-sistir Seferovic, acabou por meter a bola na zona de Goldson, que inadvertidamente desviou para a própria baliza.

  O golo madrugador serenou a equipa de Jorge Jesus e desorientou a formação orientada por Steven Gerrard, que nos minutos seguintes foi completamente maniatada pelo Benfica, com Pizzi a dispor nesse período da melhor ocasião para fazer o 2-0.

  Se o começo foi de sonho, pouco depois do primeiro quarto de hora o Benfica viveu minutos de pesadelo. Aos 19, Otamendi derrubou Kent quando este ia isolado, e o árbitro espanhol Gil Manzano não teve dúvidas e mostrou o cartão vermelho directo ao defesa argentino, deixando o Benfica a jogar com dez.

  Mas foi só o começo das dificuldades para as ‘águias’, que aos 24 sofreram o empate, num lance em que Diogo Gonçalves retribuiu o autogolo do Rangers e também ele marcou na própria baliza, depois de um cruzamento tenso de Tavernier que apanhou o lateral desprevenido.

  O Benfica abanou, estava perdido em campo e o vice-campeão escocês não se fez rogado, fazendo na jogada seguinte o 2-1 e operando a reviravolta no marcador.

  Em mais um lance em que a defesa do Benfica se expôs demasiado, com Nuno Tavares a ser ‘massacrado’ no lado esquerdo, Kamara recebeu na zona central e aproveitou a falta de pressão para disparar para a vantagem escocesa, com Vlachodimos a deixar a impressão de que podia ter feito mais para impedir o golo do finlandês.

  Em poucos minutos, todo o cenário se inverteu na noite chuvosa de Lisboa e o Benfica, que do-minou por completo os primeiros minutos de jogo, passou por grandes dificuldades para chegar ao intervalo só com um golo de desvantagem, com o Rangers a carregar sobre a frágil defesa portuguesa.

  Na entrada para o segundo tempo, Jorge Jesus trocou os laterais Diogo Gonçalves e Nuno Tavares por Gilberto e Grimaldo, e foram precisamente o brasileiro e o espanhol a ficarem mal na ‘fotografia’ no lance do 3-1.

  Aos 51, Tavernier deixou Grimaldo nas ‘covas’ em mais um lance nas costas da defesa e cruzou para a pequena área, onde Morelos foi mais lesto do que Gilberto e surgiu nas suas costas a encostar para o 3-1, confirmando a total desorientação na equipa lusa e alcançando o estatuto de máximo goleador europeu dos ‘protestantes’, com 22 golos em provas da UEFA.

  Já depois de passar por novos calafrios na sua defesa, o Benfica regressou à discussão do resultado com um golo de Rafa, quando o relógio assinalava 77 minutos. Darwin ganhou um lance à defesa escocesa, aguentou a pressão e assistiu o extremo português, que com a baliza à sua mercê só teve de encostar.

  Com tudo em aberto para os minutos finais, o Benfica, mesmo passando por grandes dificuldades na sua defesa, conseguiu o que já ninguém esperava: reduzir a desvantagem, com Rafa a finalizar uma jogada de insistência de Darwin, e chegar mesmo ao empate a três golos, numa desmarcação do avançado uruguaio, que, já em cima do apito final, não acusou a pressão e, no frente a frente com o guarda redes escocês, atirou para o 3-3.

  O golo do ponta de lança salvou o Benfica da primeira derrota na Liga Europa e aumentou para 24 o número de encontros que as ‘águias’ levam sem perder na prova, estabelecendo assim um novo recorde nesta prova da UEFA.

  Enquanto isso, o Sporting de Braga foi goleado em Inglaterra pelo Leicester, 4-0, na terceira jornada do grupo G da Liga Europa de futebol, num jogo em que os minhotos pagaram caro a ‘revolução’ na equipa.

  O ponta-de-lança nigeriano Iheanacho marcou os primeiros golos (20 e 47 minutos), Praet fez o terceiro aos 67 e Maddison fechou a conta aos 78, interrompendo a série de seis jogos seguidos a ganhar dos minhotos (campeonato e Liga Europa) e isolando a equipa inglesa na frente do grupo, com nove pontos, contra seis do Braga.

  Com um ciclo muito intenso de jogos e uma importante deslocação à Luz para defrontar o Benfica, no domingo, Carlos Carvalhal fez várias alterações, mas a equipa deu uma péssima resposta, sobretudo na segunda parte, em que foi quase ‘atropelada’ pelo aCtual segundo classificado da Premier League.

  Sem Fransérgio, que testou positivo para o novo coronavírus, e Ricardo Horta, lesionado, o técnico renovou todo o meio-campo, com Al Musrati, João Novais e André Horta. David Carmo voltou ao eixo defensivo e Abel Ruiz foi titular na frente de ataque.

  No Leicester, destaque para o goleador e internacional inglês Jamie Vardy ou o médio francês Mendy não terem saído do banco de suplentes.

  A primeira parte foi jogada a um ritmo não muito intenso, mas com sinal mais do Leicester e o primeiro golo surgiu aos 20 minutos, com o avançado Iheanacho a ter alguma sorte no ressalto perante Matheus, mas também a beneficiar da passividade dos centrais David Carmo e Bruno Viana.

  Os bracarenses criaram duas ocasiões de algum perigo, mas Bruno Viana cabeceou à figura de Kasper Schmeichel após um canto e, na segunda, Paulinho rematou no ar após um grande passe de João Novais (26 e 37).

  Seria mesmo o Leicester a estar mais perto do segundo, mas Matheus, com uma grande defesa, impediu-o após remate de Maddison (45+1).

  A segunda parte começou praticamente com o segundo golo do Leicester, com Iheanacho a ter fortuna no remate forte de fora da área porque a bola bateu nas costas de Bruno Viana e traiu Matheus (47).

  Cinco minutos depois, Abel Ruiz desperdiçou a melhor ocasião dos bracarenses em todo o jogo, após passe de Galeno, mas depois dessa chance a equipa desapareceu.

  O Leicester aproveitava os muitos passes falhados do Sporting de Braga e, já depois de Iheanacho ter ameaçado novamente o guarda-redes dos ‘arsenalistas’ (53), foi Praet, a passe do avançado nigeriano, a ter só de encostar.

  Aos 78 minutos, Maddison fechou a goleada por entre uns centrais de ‘manteiga’ dos bracarenses.

  Dentro de três semanas, a 26 deste mês (17:55), é a vez do Sporting de Braga receber o Leicester, na quarta jornada do grupo G.