Liga dos Campeões: Pouca eficácia e expulsão de Defour explicam derrota do FC Porto em Málaga

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Liga dos Campeões: Pouca eficácia e expulsão de Defour explicam derrota do FC Porto em Málaga

A ausência de eficácia ofensiva e 40 minutos com apenas 10 jogadores sintetizam a derrota por 2-0 do FC Porto em Málaga, que ditou o seu afastamento da Liga dos Campeões de futebol.

 Se é verdade que atacar com 10, em casa do adversário, é uma tarefa complicada, já o mesmo não se pode dizer da primeira parte do encontro, em que os portistas jogaram sem temores frente ao Málaga, mas criaram poucas ocasiões de golo, pelo menos condizentes com o seu estatuto e com os propósitos assumidos pelo seu treinador, que queria marcar no La Ro-saleda.

 O Málaga, por sua vez, “respondeu” com velocidade e “gana” à exibição da primeira mão, na qual foi manietado pelos “dragões” e saiu derrotado por 1-0.

 João Moutinho e Mangala regressaram à titularidade, tal como na primeira mão, e na frente, assumidamente, só estiveram Varela e Jackson Martinez, com Defour em du-pla função defensiva/ofensiva, mais à esquerda.

 Por seu lado, Manuel Pellegrini apostou em Javier Saviola (ex-Benfica), que havia deixado no banco no Dragão, por troca com o brasileiro Lucas Piazón, mantendo a ti-tularidade do português Antunes, enquanto Duda e Eliseu nem se equiparam.

 O FC Porto entrou com velocidade e apoderou-se do jogo, fazendo pressão na in-termediária espanhola e, à custa de boas trocas de bola, foi-se acercando da área de Willy Caballero.

 Aos sete minutos, Danilo conseguiu furar a defesa, numa boa combinação com Varela, mas rematou com pouco ângulo e por cima da baliza.

 Porém, e depois de um forte disparo de Defour, por cima da barra, o Málaga conseguiu acertar as marcações e inverteu o domínio a seu favor, com Isco e Joaquin em grande plano, a carregar a equipa para a frente.

 Depois de um golo anulado a Saviola – numa decisão muito contestada pela equipa da casa -, Isco conseguiu o espaço necessário para, a dois minutos do intervalo, empatar a eliminatória, com um remate colocado, desferido à entrada da área, ao qual Helton não conseguiu corresponder.

 Ao intervalo, James Rodriguez rendeu João Moutinho, mas a estratégia portista so-freu um rude golpe quatro minutos depois, quando Defour foi expulso por ter travado Joaquin em falta, o que lhe valeu o segundo cartão ama-relo e a expulsão.

 Com o Málaga em pressão contínua, Vítor Pereira entendeu retirar Varela – muito pouco eficaz – e reforçou a defesa com Maicon, encostando Mangala à esquerda e colocando Alex Sandro um pouco mais à frente, jogador que seria substituído, aos 70 minutos, por Atsu.

 O FC Porto ganhou alguma organização e apoio com a velocidade do ganês e, aos 75, Jackson quase empatou a partida, mas desviou para fora um livre marcado por James Rodriguez.

 No minuto seguinte, na sequência de um canto, Roque Santa Cruz ganhou de cabeça aos centrais portistas e cabeceou com sucesso para o 2-0.

 Aos 80 minutos, Maicon introduziu a bola na baliza, mas o árbitro anulou o golo, por fora de jogo do defesa brasileiro.

 Até final, os portistas esforçaram-se por criar lances de perigo, mas a organização malaguenha e a sua superioridade numérica foram suficientes para o impedir.