Liga dos Campeões: FC Porto autoritário derrota Dínamo de Zagreb e dá passo em frente na competição

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Liga dos Campeões: FC Porto autoritário derrota Dínamo de Zagreb e dá passo em frente na competição

Um FC Porto autoritário começou a Liga dos Campeões de futebol com um justo triunfo 2-0 na visita a um frágil Dínamo Zagreb, reforçando as hipóteses de qualificação no Grupo A.

 Lucho González (41 minutos) e Defour (90+2) materializaram o primeiro êxito de uma equipa portuguesa em Zagreb, numa vitória que apenas pecou por tardia, face à diferença de qualidade das equipas.
 A evidente superior qualidade técnica e maturidade do FC Porto devia ter motivado uma tranquilidade precoce, até porque, pressionado, o adversário perdeu muitas bolas em fase recuada de construção, algo desaproveitado pelos pupilos de Vítor Pereira.
 Os “dragões” repartem agora o comando com o Paris Saint-Germain, que venceu em ca-sa o Dínamo Kiev por 4-1.
 Ciente da teórica superioridade adversária, o Dínamo Zagreb tentou surpreender com uma entrada forte, mas os desequilíbrios de Cop revelavam-se inconsequentes: aos seis passou por Miguel Lopes, mas cruzou para um defesa na pequena área e aos 14 o seu remate à entrada da área foi às malhas laterais.
 Os portistas mantiveram-se serenos e, progressivamente, pegaram no jogo, guardando a bola na perfeição até ao intervalo, não deixando o opositor ser bem sucedido nas transições defesa/ataque.
 Ainda assim, os campeões portugueses pecavam pela falta de velocidade e objetividade no último terço do ataque, de forma a explorar uma defesa longe de ser consistente.
O FC Porto só assustou verdadeiramente aos 40, num lance incrível em que o guarda-redes Kelava perdeu a bola para Jackson Martínez, mas o colombiano, com a baliza deserta, cometeu a proeza de demorar uma eternidade até um defesa lhe fazer o favor de aliviar.
 O ponta-de-lança voltou a ter o golo nos pés segundos depois, mas o “capitão” Lucho González quis assegurar-se que nada falhava e, decidido, antecipou-se e desviou para golo o cruzamento de Alex Sandro, após palmada de Kelava.
 As tímidas tentativas dos croatas em reagir após o intervalo rapidamente foram anuladas pelo FC Porto, neste período menos consistente, perante um adversário frágil.
 Para tentar reentrar no jogo, o Dínamo Zagreb prescindiu do segundo médio defensivo, Ademi, para apostar no avançado Beqiraj (58) e a verdade é que nos minutos seguintes, em lances de bola parada, o perigo foi real.
 Em pontapé de canto, valeu Helton (62) que se mostrou atento a desvio de Simunic e depois, na recarga, a tentativa de bicicleta de Tonel – na resposta, o brasileiro recolocou a bola rápido em jogo e James tentou, de primeira marcar, mas Kelava esteve bem a desviar para canto.
 Os “dragões” não marcavam, baixaram a intensidade do domínio e recuaram sem pressão adversária, sujeitando-se ao imprevisto que quase surgiu aos 78, quando em cruzamento largo a bola chegou ao peito de Carrasco, valendo a Helton recuperação rápida, para desespero dos locais.
 O brasileiro voltou a colocar a bola no ataque, mas agora foi Kléber, na cara do guarda-redes, a atirar ao lado e desperdiçar a oportunidade para sentenciar, o que não aconteceu com Defour, aos 90+2.