Lekota afasta-se de Shilowa

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presidente do COPE

presidente do COPECerca de dois anos depois de ter entregue papéis de divórcio ao ANC, o presidente do COPE/Congresso do Povo, Mosiuoa Lekota, surge próximo de nova situação de ruptura conflituosa, acusando o seu vice-presidente e principal rival, Mbazima Shilowa, de má gestão das finanças parlamentares do partido.

Numa conferência de Imprensa na Cidade do Cabo, o líder do COPE revelou que vai convocar uma reunião especial do comité nacional do partido, na qual vai solicitar aprovação para uma auditoria pericial sobre as finanças parlamentares do partido, nas quais Shilowa, que é o chefe da bancada parlamentar, é também o chefe da contabilidade.

 Sem se referir a Shilowa pelo nome – mas identificando-o pela sua posição no partido – Lekota disse que o antigo governador da província de Gauteng não clarifica o que aconteceu aos 20 milhões de randes entregues ao partido pela Comissão Eleitoral Independente.
 Alegou – com documentos que fundamentam a sua acusação – que Shilowa só se aproximou dele nesse sentido este ano e não em Junho de 2009 como alega para contratar um auditor.

 Lekota disse ainda que a companhia do secretário do Movimento da Juventude do partido, Malusi Booi, “Cyoyo Logistics”, recebeu um contrato de 580.000 randes, sem ter sido posto a concurso.
 O líder do COPE também salientou que Shilowa confirmou que a companhia de Booi tinha sido escolhida sem nunca ter sido anunciada a tarefa de impulsionar a imagem dos escritórios do partido no Parlamento Nacional.

 Mosioua Lekota considerou que “sou de opinião que as mais recentes diligências de “lobby” nas estruturas do partido é uma tentativa de rapidamente afastar a actual liderança do COPE de modo a cobrir estas alegadas práticas de irregularidades financeiras”.
 Afirmou que deseja que “seja feita uma auditoria às contas e que o relatório financeiro fique pronto antes dos delegados do partido se reunirem no final do próximo mês para eleger uma nova liderança”.

 Regista-se que a existência, ainda curta, do COPE tem sido marcada por lutas internas de cúpula desde que Lekota se afastou do ANC em Outubro de 2008, acusando o Congresso Nacional Africano de ter abandonado os princípios da sua fundação.
 Lekota também revelou que está a obter conselho legal para dar seguimento ao caso uma vez que não recebeu resposta satisfatória de Shilowa. Lekota afirma que Shilowa não elucidou sobre um único cêntimo do dinheiro entregue pela IEC/Comissão Eleitoral Independente.

 Apresentou documentos aos jornalistas onde mostra que o COPE destinou 15,3 milhões de randes para funcionamento dos escritórios das representações nos círculos eleitorais; 4,9 milhões de randes para custos de administração; e 192.733 randes destinados à liderança do partido.