LAM quer voltar a voar para Lisboa a partir de 2012

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LAM quer voltar a voar para Lisboa a partir de 2012

A companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) prevê retomar os voos para Lisboa a partir do próximo ano, com aparelhos e tripulações próprios, disse o presidente do conselho de administração, Teodoro Watty.

 A LAM anunciou a suspensão dos seus voos para Lisboa, a partir de 22 de Novembro, para reformulação da sua estratégia.
 Até então, os voos para Lisboa, as únicas operações intercontinentais da LAM, eram realizados com aparelhos e parte da tripulação da companhia portuguesa euroAtlantic Airways, uma vez que a companhia de bandeira moçambicana continua proibida de voar para a Europa.
 “Acreditamos e nós estamos a fazer todos os possíveis para que ao longo do próximo ano esta rota (Maputo-Lisboa-Maputo) seja restabelecida. Vai depender muito e principalmente das questões operacionais nossas e vamos ver se até essa altura a LAM como companhia com todas as certificações internacionais possíveis pode continuar a voar para Europa. Mas isso vai depender futuramente das entidades europeias”, disse Teodoro Watty.

Uma possível reversão dessa interdição, prevista para breve, possibilitará à LAM usar meios próprios para Lisboa, através de uma nova empresa, entretanto, criada, a LAM Internacional, que tem como alvo as operações intercontinentais.
 “O que está previsto é que a rota Lisboa estará nas nossas estratégias no âmbito das rotas intercontinentais, o que significa que a rota Maputo-Lisboa-Maputo será uma das rotas de âmbito intercontinental”, disse Teodoro Watty.
 O presidente da empresa disse que a companhia aérea moçambicana pretende adquirir dois aviões a jacto Embraer 190, “uma marca que a gestão da LAM colocou como predileta”, mas estes apare-lhos “só serão (usados) para rotas domésticas e regionais”.

 Há dias, o ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Armando Inroga, disse que o Brasil vai ajudar a LAM a comprar mais aviões, no âmbito de uma linha de crédito brasileira de mais de 225 milhões de euros.
 Confrontado, Teodoro Watty confirmou que a companhia “vai ter dois Embraers no próximo ano”.

 “Se vamos comprar ou obter em leasing não sei, mas seria desejável, nos termos do orçamento, que fossem comprados (de uma só vez). Quanto ao mecanismo de operacionalização para a aquisição, estamos no processo de orçamentação do próximo ano. O que é absolutamente certo é que no nosso plano de atividades para o próximo ano contamos ter dois Embraers”, assegurou Teodoro Watty.
 Mas, segundo Armando Inroga, o reforço da frota da companhia de bandeira moçambicana é parte dos investimentos programados para o setor de infraestruturas de comunicações, ao abrigo da referida linha de crédito.

 Do montante da linha de crédito, criada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES), já foram desembolsados 60 milhões de euros para a construção do Aeroporto Internacional de Nacala, na província de Nampula, norte de Moçambique.
 A Comissão Europeia decidiu a 19 de Abril deste ano que todas as transportadoras aéreas certificadas em Moçambique estão proibidas de realizar voos para a União Europeia.

 A decisão de incluir as transportadoras aéreas de Moçambique na “lista negra” da UE foi justificada com “as graves deficiências detetadas na área da segurança”, o que obrigou “a adoptar medidas decisivas”.