Jovens lusodescendentes Michael Gouveia e Gabriella Delgado conquistam Medalhas de Ouro no Mundial

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Jovens lusodescendentes Michael Gouveia e Gabriella Delgado conquistam Medalhas de Ouro no Mundial

Michael Homem Gouveia,de 15 anos e Gabriella Delgado de 11 anos de idade, conquistram nas suas categorias medalhas de ouro no Campeonato do Mundo de Karate na modalidade JSKA (Japan Shoto Kan) três medalhas de ouro, integrados numa equipa sul-africana de 29 elementos da Academia de Karate da África do Sul, representando as mais diferentes categorias etárias em Cancun. México.

 A Gabriella, por sua vez tem a juntar uma medalha de prata e outra de bronze.
 Os dos jóvens fizeram-se acompanhar até aos nossos serviços de Redacção pelas mães Helena Homem Goueia e por Louísa Delgado, exibindo com motivos para orgulho as medalhas conquistadas, numa competição que contou com a participação de de karatekas, representando dezenas de países.
 Começámos por ouvir a Gabriella Delgado, filha de Louisa e Ângelo Delgado
 “Foi para mim uma honra ter conquistado as minhas medalhas e posso agora afirmar que não foi tarefa nada fácil, pois tive que passar por várias provas em duas modalidades a Kata e a Kumite, para lá chegar.
 A Kata, é mais um karate de demonstração, de uma dança sincronizada dos vá-rios movimentos do karate. Pode ser invididual como por equipa.
 No Kumite, já existe um contacto físico, é mesmo uma das modalidades de luta e de defesa e ataque”
 Quando é que Gabriella se iniciou no Karate?
 ”Há perto de quatro.
 Deveria ter os meus 7 anos e acho que entusiasmei a minha mãe, pois era ela que me levava à Academia. E agora pratica”
 Planos para o futuro?
 “Ainda não tenho nada em mente para além dos meus estudos, mas não ponho de parte de vir a ser instrutora de karate. Por enquanto tenho o cinturão vermelho.”
 Um dia quando o Karate se tornar uma modalidade olímpica, considerarias integrar a Selecção de Portugal?
 “Talvez, mas para o Karate entrar nos Olímpicos ainda vai levar o seu tempo. Por enquanto eles contentam-se com o Judo.”
 Michael Homem Gouveia, é fiho de Helena e Carlos Delgado. Ele também conquistou 3 medalhas de ouro.
 Michael com os seus 15 anos começou por nos dizer:
 “Bem sei que foi muito difícil, pois apanhei pela frente bons adversários, alguns de nomeada. No entanto ia bem treinado e não tinha a cabeça cheia de ilusões.
 Foi uma questão de muita concentração e de estar atento e de advinhar as intensões do adversário.
 Como a minha prima Gabriella, para chegar à final e ganhar o ouro tive de enfrentar vários atletas nas duas modalidades, o kata e o kumite.
 A disciplina mais fácil é sem dúvida a Kata. Só requer muito treino e boa movimentação na execução dos movimentos.
 É uma espécie de dança marcial, em que o karateka tem de por em execução todos os seus conhecimentos.
 Não temos um adversário pela frente, mas temos que usar a nossa imaginação como se estivéssemos a defender ou a atacar.
 Quando é individidual é muito mais fácil.
 Quando praticamos em equipa tem de existir uma coordenação sincronizada entre os três elementos do time.
 Se tal não acontecer perdemos pontos.
 O Kumite já é diferente. Trata-se uma luta corpo a corpo onde prevalece o contacto físico entre os oponentes.
 Ainda antes de viajar para o México, tive um contacto mais violento que me lesionou o pulso.
 Com 15 anos, quais são os planos com vista ao futuro?
 “Considero o karate como uma modalidade desportiva, que também serve para nos dar muita disciplina pessoal.
 Até certo ponto beneficia a nossa vida académica, pois temos as horas controladas para tudo.
 Além disso dá-nos a auto-segurança, pois sabemos como nos defender fisicamente, em caso de ataque.
 Quanto ao futuro, prosseguir com os meus estudos e um dia também ser instrutor de karate. Ensinar e preparar os outros com aquilo que agora ainda estou a aprender.”
 O Michael é lusodescendente. Vamos fazer a mesma pergunta que pusémos à sua prima Gabriella. Considera um dia integrar a Selecção de Portugal?
 “Com todo o prazer e com muita honra. Pois embora eu seja já a terceira geração de madeirenses neste neste país, terei muito or-gulho em representar Portugal.
 Mas enquanto o karate não for considerado uma modalidade Olímpica, vai levar o seu tempo.
 Para já têm o Judo bem como o Boxe. Acho que é altura do Comité admitir o Karate como uma das modalidades Olímpicas.
 Mas como lhe disse, não me vou preocupar com esses pormenores.
 Aquí na África do Sul vou dedicar-me à minha vida académica e participar nos treinos gizados pela Academia de Karate da África do Sul e de participar nos vários torneios organizados no país.
 Quando puder ou me qualificar estarei presente em provas internacionais.”