Jomo Cosmos F.C. estabelece acordo com Sport Lisboa e Benfica para “Escolas de Jogadores” na África

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Jomo Cosmos F.C. estabelece acordo com Sport Lisboa e Benfica para “Escolas de Jogadores” na África do Sul

Jomo Cosmos vai entrar em associação com o Sport Lisboa e Benfica, numa aventutra para criar na África do Sul uma escola de futebol para a juventude. O projecto será denominado como Jomo-Benfica Soccer Schools.

 Os dois clubes fizeram a apresentação do projecto ainda em fase de embrião, numa conferência de imprensa, que contou com a presença dos meios da comunicação social escrita, de radio-difusão e da televisão.

 O evento teve lugar, na passada sexta feira, no Ellis Park e contou com a presença das entidades oficiais, entre elas o dr.Gonçalo Capitão, em representação do Embaixador de Portugal, na África do Sul, dr.Ricoca Freire, do MEC para os Desportos, Arte e Cultura,  da África do Sul, Lebogang Meile, do Chefe Execututivo  da Primeira Liga de Futebol da África do Sul,    Cambridge Mokanyane, e como mestre de cerimónias, Landemthini Phil Mayeza, que fez as apresentações dos VIP, bem como Jomo Sono, director Geral do Jomo Cosmos FC.

 Miguel Reis, representava o Benfica como director de co-ordenação da rede de escolas de futebol do Sport Lisboa e Benfica.

 Antes dos vários oradores usarem da palavra, foi apresentado um vídeo clip, que no ecrã, espelhou a dimensão da Escola de Futebol do Benfica, com todas as suas ramificações, bem como alguns jogos de jovens de palmo e meio, Sub-4 a participarem em encontros e está claro em sessões de treino.

 Também nesse vídeo, ficou-se com uma visão da “Obra” que o Benfica ergueu, e que num futuro próximo de certeza que trará para o Futebol Português vedetas, para enri-quecer não só o clube, como a Selecção Nacional, pois a tal “geração de ouro” já é passado.

 Usando da palavra, o mestre de cerimónias  Phil Mayeza, deu as boas vindas a todos os presentes, não esquecendo está claro os membros da informação e as individualidades que tomaram assento na mesa de honra.

 Todos usaram da palavra e o tema genérico era que este era um momento muito alto para o futebol da África do Sul, ao ter o Jomo Cosmos, associado com um clube de prestígio da Europa, que já teve algumas raízes em África, quando Moçambique e Angola, estavam debaixo da admnistração portuguesa, e jogadores como Peyroteu Matateu, Eusébio, Águas, Coluna, e muitos outros enriqueceram o património futebolístico dos clubes portugueses, mormente do Benfica.

 Leboganga Meile, MEC para o Desporto teve palavras de apreço para esta iniciativa e desejou que a mesma ganhasse realidade.

 O dr Gonçalo Capitão em representação do Embaixador de Portugal na África do Sul mostrou-se honrado por esta iniciativa e tal como os outros desejou sorte para o empreendimento.

 O represntante do Sport Lisboa e Benfica, na sua intervenção, afirmou que se tudo correr como o programado, e que dentro de três meses serão lançados os alicerces para esta iniciativa.

 Por último falou Jomo Sono, o director do Jomo Cosmos FC, que pelas suas palavras se mostrou encantado com a iniciativa e pelo facto dum clube prestigioso como o Benfica ter aceite a proposta de serem parceiros nesta aventura desportiva em África.

 Depois da série de discursos tanto Miguel Reis como Jomo Sono, estiveram à disposição dos representantes da comunicação para prestarem esclarecimentos.

 O representante do “O Século de Joanesburgo”, perguntou se isto não seria mais uma aventura, como a que aconteceu há anos atrás, com o Celtic e um clube português.

 Protocolos assinados mas a aventura morreu à nascença.

 Miguel Reis afirmou: “Apesar da crise económica que o Mundo atravessa esta é uma oportunidade para os dois clubes fazerem algo pela juventude africana, que vive e sente o Futebol aquí neste país.

 Em 2009 tiveram a Taça das Confederações, em 2010 o Mundial de Futebol e este ano a Taça das Nações Africanas. São factores muito importantes que têm o condão de

fazer despertar talentos, nas ruas de terra batida, nos bairros pobres. Com as nossas escolas temos que ir à procura desses jovens e ensinar a jogar futebol, para um dia alinharem  nos Bafana Bafana ou em clubes da Europa.”

 Jomo Sono, quando abordado pela reportagem do “O Século de Joanesburgo” – começou por nos dizer:

 “Tivémos a Taça das Confederações, o Mundial de 2010 e agora a Taça das Nações Africanas. A avalanche de crianças que procuram os clubes para se integrarem é muito grande.

 A nossa missão no Jomo Cosmos é tirar as crianças da rua e trazê-las para o clube e de oferecer condições.

 Contamos com o Benfica para nos mandar alguns monitores/treinadores para actualizar os nossos, na metodologia de ensinar crianças e para as corrigir de princípio e também saber descobrir talentos natos.

 Iremos trabalhar em termos de igualdade.

 Quanto a jogadores, “futuras estrelas”, a prioridade será dada ao Benfica, mas não poderemos esquecer a nossa vertente económica também.”

 Jomo Sono, trata-se de um grande emprenndimento.

Donde virá o dinheiro para a criação das estruturas, dos campos, dos recintos para albergar as crianças?

 “Teremos de despertar o interesse das empresa privadas. O governo, através do Ministério do Desporto, a Associação de Futebol da África do Sul. Enfim teremos de descobrir fundos para dar realidade a isto que agora parece um sonho.

 A África do Sul tem o potencial de oferecer aos nossos miúdos as condições para jogar futebol.

 Com vista ao Mundial cons-truímos magníficos estádios.

 Voltámos a albergar a Taça das Nações Africanas. A televisão, transmitindo todos os jogos despertou muito interesse entre as camadas mais jovens.

 Seria ingrato não aproveitar esse entusiasmo.”

 E as suas escolas, serão como as do Benfica, terão acomodação e escolas de  nível académico, para eles em paridade jogarem e prosseguirem os estudos?

 “Numa primeira fase tal não é viável.

 Como disse durante a minha alocução o Sport Lisboa e Benfica, dentro de três meses vai enviar uma delegação para então sentarmos e planear.

 Mas está claro que queremos Academias com todas as estruturas montadas e a funcionar.”

 Voltamos a dialogar com Miguel Reis. Depois de assistir à projecção do vosso vídeo clip, ficamos entusuiasmados.

 E qual vai ser o rumo a dar aos jovens que frequentam as vossas escolas?

 “Jogar futebol, integrá-los nos vários escalões até chegar ao júniores e a profissionais”

 Mas o Benfica dos nossos dias, com tantos estrangeiros, será que estes jovens terão a sua oportunidade ou serão outros tantos a emigrar?

 “As estuturas vão mudar. Não iremos prescindir dos estrangeiros de um dia para o outro.

 Mas iremos faseando a entrada de valores e “craques” fabricados nas nossas escolas”

 Será possível voltar ao Benfica cem por cento português, dos anos 70?

 “Isso já não é possível. O mundo evoluíu e assim como nós emigramos, os outros têm o mesmo direito.

 Não podemos fechar as portas, mas dentro das normas iremos lançar os nossos jovens.

 Se forem bons  jogadores de certeza que os treinadores não os vão pôr na prateleira. Isso posso garantir.