Jogo monótono só espevitado com entradas de Lima, Enzo Perez e Gaitán

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Jogo monótono só espevitado com entradas de Lima, Enzo Perez e Gaitán

O Benfica empatou com o Vitória de Setúbal 1-1, na Luz, em jogo da 29.ª jornada da Liga de futebol monótono, que só espevitou na segunda parte com a entrada de alguns titulares.

 Com o título já assegurado, o Benfica encarou a partida com o Vitória de Setúbal, que também já garantiu a permanência, com espírito de "cumprir calendário", o que é compreensível, mas já os sadinos perderam uma boa oportunidade de mostrarem serviço.

 A opção de Jorge Jesus de poupar vários titulares, tendo em conta a final da Taça da Liga que se disputa na próxima quarta-feira, a juntar ao ritmo baixo que a equipa impôs à partida, redundaram numa primeira parte lenta, arrastada, chata, sem motivos de interesse.

 Por outro lado, o Vitória de Setúbal nunca foi capaz de contrariar esta tendência natural de uma equipa que já conquistou o título e que há quatro dias garantiu o apuramento para a final da Liga Europa, em circunstâncias muito difíceis.

 Jogadores jovens e promissores como João Mário, Ricardo Horta e Tiba, a actuar num relvado magnífico perante o campeão, com a imprensa presente em peso, não foram capazes de aproveitar esta oportunidade soberana para mostrarem o talento que se lhes imputa.

 O jogo decorreu tão devagarinho e num espírito tão "amigável" que o árbitro Duarte Gomes, tão habitualmente propenso a mostrar cartões, não exibiu um durante toda a primeira parte.

 O primeiro aconteceu aos 73 minutos, a Enzo Perez, já depois de Jorge Jesus ter lançado três titulares.

 Na primeira parte não houve nenhuma oportunidade de golo e o Benfica fez o seu primeiro remate à baliza de Kieszek aos 16 minutos, enquanto o Vitória de Setúbal mostrou uma total incapacidade para estender o jogo até à área "encarnada" e incomodar Paulo Lopes. Salvio era a excepção, o único jogador que foi capaz de dar uns esticões numa partida arrastada.

 Na segunda parte, começou a espevitar com a entrada de Lima, após o intervalo, para o lugar do amorfo Djuricic e só ganharia alguma emoção com as entradas posteriores de Enzo Perez (63) e de Gaitán (88), cuja postura no tempo que estiveram em campo devia servir de exemplo aos colegas que desperdiçaram uma boa oportunidade de se mostrarem ao treinador.

 O Benfica chegou ao golo aos 60 minutos, numa boa jogada entre os dois Andrés, o Almeida e o Gomes, com este último a finalizar na cara do guarda-redes sadino, mas foi a partir da entrada de Enzo Perez, primeiro, e depois Gaitán, que o jogo finalmente ganhou vida.

 Um detalhe significativo: Duarte Gomes mostrou quatro amarelos, dois para cada lado, o primeiro deles aos 73 minutos, a Enzo Perez, sendo que o segundo jogador "encarnado" a ver o cartão foi precisamente Gaitán, o que reflecte o espírito competitivo com que entraram no jogo em contraste com muitos dos seus companheiros.

 O jogo valeu pela meia hora final, na qual o Benfica criou várias oportunidades para vencer a partida, mesmo depois do Vitória de Setúbal ter empatado a partida numa grande penalidade "caída do céu", por Rafael Martins, após derrube de Maxi Pereira a Tiba.

 No entanto, o golo do triunfo acabou por não surgir, por manifesta precipitação na finalização, com destaque particular para Cardozo, que está numa fase tão crítica de confiança, que deixá-lo de fora se afigura a melhor forma de o proteger ou de não expor as suas actuais debilidades.